

De origem de nobre, o que lhe facilitou o acesso à corte de D. João II, em 1490, primeiro como moço de câmara, depois como moço de escrivaninha (secretário particular), posto que conservou até à morte do monarca, em 1495.

Ficou conhecido como escritor mas tinha também aptidões como desenhador e músico. Foi um dos poetas que animaram a vida cultural da corte. Conhecem-se dele vários poemas, como as “Trovas à Morte de D. Inês de Castro”, tema que viria a ter grande sucesso na literatura portuguesa.
Em 1516, recolheu poemas que haviam sido produzidos no ambiente palaciano por numerosos poetas, reunido-os no que chamou "Cancioneiro Geral". A obra reúne cerca de mil poemas, a maioria de temática amorosa ou satírica, escritos por quase 300 poetas. Foi igualmente autor de outras obras, que possuem um inegável valor documental são elas a Vida e Feitos de D. João II (1545), uma obra de carácter histórico, interessante porque nos relata episódios diversos da vida do rei, e Miscelânea e Variedade de Histórias (1554), um relato em verso dos acontecimentos da época. A partir de 1530, para ultimar os seus escritos, retirou-se para as suas propriedades no Alentejo, onde faleceu em 1536.A capela tumular de Garcia de Resende, por ele mandada construir, ergue-se na cerca do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, próximo de Évora.

O Cancioneiro Geral
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