sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

De A a Z

Monte Abraão em 1900
Estão assim registadas todas as avenidas, ruas, becos e travessas existentes na Freguesia de Monte Abraão. Ao todo 98. Em muitos casos faltam ainda fotografias das ruas, noutras as das placas toponímicas e em outros casos falta a indicação de quem foram estas pessoas que a Freguesia de Monte Abraão quis homenagear. A verdade é que até agora nos deu muito gozo fazer este trabalho em que aprendemos mais um pouco acerca das figuras gradas da História e Cultura da nossa terra. Assim, vamos pegar na máquina fotografica e percorrer mais uma vez Monte Abraão, depois e porque em breve deverá ser publicado o Regulamento definitivo de Toponimia da CMS, solicitaremos autorização para efectuar a consulta do Arquivo Municipal. A quem nos ler e se por ventura tiver alguma informação que possa enriquecer este nosso trabalho e nos quizer enviar muito agradecemos.
Para completar este trabalho e acrecentar mais informação a este blogue, poderão clicar aqui para aceder aos Códigos postais de todas as ruas da nossa Freguesia.

Rua Professor Doutor Virgilio Machado

Virgílio Aquiles Machado, nasceu em Lisboa, 1859 e faleceu na mesma cidade em 1927.
Como médico notabilizou-se pela aplicação de electricidade, em tratamentos coronários (electroterapia).
Foi o primeiro médico a fazer passar uma corrente eléctrica por agulhas cravadas num aneurisma na aorta. Sucedeu a António Augusto de Aguiar na cadeira de Química no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa.
Em 1903 fundou, na capital, o Instituto Médico Virgílio Machado, para aplicação da Física e da Química às operações do diagnóstico, e estudo, sob o ponto de vista da terapêutica. Era médico honorário da Real Câmara.

Rua Vieira da Silva

Maria Helena Vieira da Silva
(Vieira da Silva)
(1908-1992), pintora de origem portuguesa, nasceu em Lisboa, no seio de uma família que cedo estimulou o seu interesse pela pintura, pela leitura e pela música.
Em 1928 vai para Paris onde estuda escultura, optando definitivamente pela pintura em 1929. Em 1930 casa-se com o pintor húngaro, Arpad Szenes.
Pintora de temas essencialmente urbanos, a sua pintura revela, desde muito cedo, uma preocupação com o espaço e a profundidade. Vive no Brasil de 1940 a 1947. A sua pintura desse período reflecte a angústia da guerra. Depois do seu regresso a Paris, na década de 50, participa em inúmeras exposições em França e no estrangeiro.
Em 1956 obtém a nacionalidade francesa. O estado francês adquire obras suas a partir de 1948 e em 1960 atribui-lhe a primeira de várias condecorações. A partir de 1958, organizam-se retrospectivas da sua obra e são-lhe concedidos importantes prémios internacionais.
Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a sua obra em 1970, 1977 e 1988. Em 1983, o Metropolitano de Lisboa propõe-lhe a decoração da estação da Cidade Universitária; a obra Le métro (1940) é reproduzida em azulejos com a colaboração do pintor Manuel Cargaleiro.
Em 1994, é lançado o Catálogo Raisonné da sua obra. Pintora da Segunda Escola de Paris, Vieira da Silva teve um importante papel no panorama da arte internacional.

Rua Vasco Santana


Vasco António Rodrigues Santana
(Vasco Santana)
Actor português, inigualável na criação de figuras populares nasceu em Lisboa no dia 28 de Janeiro de 1898. O seu êxito fê-lo interromper os estudos de arquitectura e iniciar uma das mais célebres carreiras de cómico da cena e tela portuguesas.
Pisou o palco pela primeira vez e por acaso, aos 18 anos. Fez centenas de actuações em revistas, operetas, comédias e filmes ao longo da sua carreira.
Destacou-se na comédia e alcançou o estatuto de estrela no cinema, protagonizando filmes como “A Canção de Lisboa”, de 1933, em que contracena com Beatriz Costa e António Silva; “O Pai Tirano”, em 1941, em que faz dupla com Ribeirinho e no qual domina a acção e cria situações brilhantes de humor; e “O Pátio das Cantigas”, em 1942, em que concebe alguns dos seus mais bem sucedidos momentos cinematográficos, como o monólogo com o candeeiro ou os diálogos de trocadilhos com António Silva.
Outos títulos significativos foram: “A Menina Endiabrada” 1929, e “Dinheiro dos Pobres” 1956.
Participou também em programas de rádio, onde teve sobretudo, muita popularidade com o programa "O Zequinha e a Lélé 1947 – 1948”.
Vasco Santana morreu em Lisboa, a 13 de Junho de 1958, com 60 anos.

Rua Tristão da Cunha


Tristão da Cunha nasceu em 1460, filho de Nuno da Cunha , Alcaide Mor de Palmela e de D. Catarina de Albuquerque, foi cavaleiro do conselho d'El-Rei D. Manuel I.
Nomeado como primeiro vice-Rei da India em 1505, não chegou a ocupar o cargo por motivos de cegueira temporária .
Em 1506, foi nomeado comandante da frota que operou ao longo da costa este de África e nas Índias. Sob seu comando estava Afonso de Albuquerque, seu primo, que tinha a seu cargo um esquadrão da frota. Depois de descobrir as ilhas que agora têm o seu nome (arquipélago de Tristão da Cunha), segue para Madagáscar, visita Moçambique, Barawa e Socotorá, que conquistou.
Na Índia prestou auxílio ao vice-rei D. Francisco de Almeida. Em 1514, foi mandado a Roma como embaixador ao Papa Leão X. A embaixada faustosíssima que comandava percorreu as ruas de Roma numa extravagante procissão onde se viam animais selvagens das colónias e riquezas das Índias.
Faleceu em 1540, o túmulo de Tristão da Cunha encontra-se na Igreja de N. Sra. da Encarnação do séc. XVII em Olhalvo (perto de Alenquer.

Rua Theresa Henriques Lancastre

Theresa Maria das Victórias Henriques de Lencastre, de seu nome completo: (Teresa Maria das Vitórias de Jesus de Lourdes de Verdelais de la Salette da Conceição Fernanda Narcisa isabel Feliciana Eusébia Vitorina Teófila Luzia Pedro José Luis de Gonzaga Henriques Pereira de Faria Saldanha e Lancastre)
Descendente de Dom Ayres de Saldanha de Menezes e Souza, proprietária das Quintas da Tascôa e Pero Longo nasceu em 29.10.1873
Por intermédio do seu filho, Francisco Maria das Victórias Lancastre de Almeida Garrett, ofereceu mais de cem mil metros quadrados de terras, para fins exclusivamente comunitários, na zona de Queluz Ocidental, hoje parte integrante da Freguesia de Monte Abraão.
Por respeito a esta Beneméria de Monte Abraão, deveria a JFMA, embora seja competência da CMS a sua recuperação, ter em atenção o estado em que se encontra uma das placas toponímicas, com o seu nome.

Rua Sousa Pinto

José Júlio de Sousa Pinto
(Sousa Pinto)
Natural de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira de Açores), a 15 de Setembro de 1856, mas passou sua infância e juventude na cidade do Porto, onde teve o seu primeiro contacto com a pintura.
Somente aos 24 anos de idade é que matriculou-se na Academia Portuense de Belas-Artes, onde foi discípulo de Soares dos Reis.
Em 1880, ganhou um prémio de viagem e fixou residência em Paris, onde aperfeiçoou seus estudos e onde realizou uma grande parte de sua obra.
Pintor paisagista e de figuras, captou as mais belas cenas campestres (veja-se abaixo "O Camponês" foto 1) e da beira-mar, ("Os Pescadores" foto 3) registando a vida e os costumes da gente simples no seu trabalho rotineiro e os dramas vividos pelos aldeões.
Em 1890 pintou a tela "O Barco Desaparecido" (foto 2 abaixo), deixando visível o drama silencioso de duas mulheres à espera de pescadores que se perderam na imensidão do mar.
Morre em 1939

Rua Sousa Lopes

Adriano de Sousa Lopes (Sousa Lopes), nasceu em Vidigal, Leiria, em 20 de Fevereiro de 1879; morreu em Lisboa em 21 de Abril de 1944.
Diplomado pela Academia de Belas-Artes de Lisboa, foi discípulo de Luciano Freire e de Veloso Salgado, tendo sido bolseiro em Paris e ali aluno de F. Cormon.
Em 1917, realizou uma notável exposição em Lisboa, de carácter impressionista, continuando a sua obra em termos de certa medida expressionistas, devido ao rigor do seu desenho e o atormentado da composição, e também simbolistas, além do trabalho realizado nas trincheiras da Grande Guerra, como oficial artista, e de decorações históricas, sobre temas evocativos dos descobrimentos marítimos, na Assembleia Nacional, já em 1937, e que não concluiu.
A sua faceta expressionista patenteia-se também nas suas águas-fortes, técnica em que atingiu um grau de mestria rara.
Entretanto foi nomeado director do Museu Nacional de Arte Contemporânea por recomendação de Columbano e em sua sucessão, em 1929.
Entre duas ou mais situações estéticas, coube-lhe um lugar estimável na pintura portuguesa dos dos anos 20-30. Abaixo duas composições que trouxe da linhas de guerra da Flandres .
Fontes: Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 12.º volume, pág. 490, Lisboa, Verbo, 1971

Rua Ruy Gameiro

Ruy Roque Gameiro, (Ruy Gameiro)
nasceu no dia 27 de Fevereiro do ano de 1907, na Venteira, Amadora, numa casinha modesta, sem título nem rótulo, mas de aspecto invulgar que dizia a quem a olhava de fora, no meio das árvores que lhe serviam de moldura: aqui vive um português que é artista
Filho do mestre aguarelista Alfredo Roque Gameiro, (Roque Gameiro) cursou a Escola de Belas Artes de Lisboa, onde foi aluno laureado. Ao acabar o curso, destacou-se logo na primeira exposição a que concorreu, tendo-lhe sido adquirido, para o museu nacional de Arte Contemporânea, o busto do pintor José Tagarro.
São obras suas, além de vários bustos, o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, em Lourenço Marques, outro em Abrantes, a estátua de D. João II, para a Câmara Municipal de Lisboa, e as figuras de cavaleiros orando, que faziam parte do projecto para o Monumento ao Infante D. Henrique.
No dia 27 de Maio de 1933 realizava-se a união para a vida e para a morte de Ruy Gameiro com Maria Helena Castelo Branco.
Faleceu, aos 29 anos de idade, no 18 de Agosto de 1935, era um domingo. Ao cair da tarde, depois de passar mais um dia em casa de família, próximo da Iguaria, Colares, regressava a Lisboa com sua mulher, numa curva traiçoeira da estrada de Sintra, um choque violento entre a sua «moto» e um automóvel, o desastre vitimou ao mesmo tempo sua esposa.
No local do acidente quase ao nível do chão algumas pedras marcam em singela homenagem, a memória do escultor, este memorial situa-se hoje sob o IC 19.

Rua Ruy Belo

Ruy de Moura Belo
(Ruy Belo)
Nasceu em São João da Ribeira, Rio Maior em 27 de Fevreiro de 1933.
Em 1951 entrou para a Universidade de Coimbra como aluno de Direito e tornou-se membro da Opus Dei. Concluiu o Curso de Direito em Lisboa, em 1956, ano em que partiu para Roma, doutorando-se em Direito Canónico pela Universidade S. Tomás de Aquino, dois anos depois.
Regressado a Portugal trabalhou no campo editorial e em 1961 entrou na Faculdade de Letras de Lisboa, recebendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para investigação.
Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitural de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas.
Abandonou a Opus Dei e foi leitor de Português em Madrid entre 1971 e 1977
Obras poéticas: Aquele Grande Rio Eufrates (1961), O Problema da Habitação (1962), Boca Bilingue (1966), Homem de Palavra(s) (1969), Transporte no Tempo (1973), País Possível (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976), Despeço-me da Terra da Alegria (1978)
Em 2001 Todos os Poemas é publicado postumamente.
Faleceu em Queluz, (Monte Abraão) no dia 8 de Agosto de 1978.







Capas dos 2º e 3º volume da Obra Poética de Ruy Belo

Rua Rosa Mota

Rosa Maria Correia dos Santos Mota
(Rosa Mota)
Nasceu no Porto aos 29 de Junho de 1958 é uma atleta de alta competição já fora de actividade. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações na Maratona, sendo considerada por muitos como uma das melhores corredoras do século XX nessa especialidade.
Rosa Mota começou a correr quando ainda frequentava o liceu. Em 1980 conheceu José Pedrosa que viria a ser o seu treinador durante toda a sua carreira.
A primeira maratona feminina que existiu, decorreu em Atenas na Grécia durante o Campeonato Europeu de Atletismo em 1982, foi também a primeira maratona em que Rosa Mota participou; embora não fizesse parte do lote das favoritas, Rosa bateu facilmente Ingrid Kristiansen e ganhou assim a sua primeira maratona.
O sucesso passou a ser uma das imagens de marca de Rosa Mota que invariavelmente, termina bem classificada em todas as maratonas de prestígio. Na primeira maratona olímpica que decorreu em Los Angeles em 1994, ganhou a medalha de bronze.
O seu recorde pessoal da distância foi conseguido em 1985 na maratona de Chicago com o tempo de 2 horas, 23 minutos e vinte e nove segundos. Em 1986 é campeã da Europa e em 1987, campeã do Mundo em Roma; em 1988, ganha o ouro olímpico em Seoul, quando a 2 quilómetros da meta atacou Lisa Martin, ganhando com treze segundos de avanço.
Apesar de todo este sucesso, Rosa Mota sofria de ciática, o que não a impediu de continuar a coleccionar triunfos, como fez em 1991, na Maratona de Londres; ainda nesse ano, disputando o Campeonato do Mundo em Tóquio.
Rosa viu-se obrigada a abandonar a corrida e finalmente retirou-se das competições quando não conseguiu terminar a Maratona de Londres no ano seguinte.

Jogos Olímpicos de Seul- 1988
1º Rosa Mota(Portugal)...........2h 25m 39s

quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Rua Ribeiro Sanches


António Nunes Ribeiro Sanches
(Ribeiro Sanches)
Nasce a 7 de Março de , na pequena vila de Penamacor, na região da Beira Baixa. Seus pais, Simão Nunes e Ana Ribeiro, são uma família de cristãos-novos.
A 17 de Março, Ribeiro Sanches é baptizado pelo padre Domingos Mendes, cura da freguesia. Em 1716 matricula-se no Colégio das Artes, dirigido pelos jesuítas em 1720 vai para Salamanca onde frequenta a Universidade .
A 5 de Abril de 1724 conclui Ribeiro Sanches a licenciatura em Medicina. Apesar de ter recebido uma oferta para ficar a leccionar na Faculdade de Medicina de Salamanca, Ribeiro Sanches opta antes pelo lugar de médico em Benavente onde permanece durante dois anos.
Manuel Nunes Sanches, seu primo, denuncia-o à Inquisição, o que faz com que Ribeiro Sanches tenha de abandonar o país, antes, porém, o ilustre médico escreve a sua primeira obra intitulada Discurso, sobre as Águas de Penha Garcia, hoje conhecidas por Termas de Monfortinho.
Considerado o maior médico português do século XVIII vai para Londres e depois em Paris e Marselha e mais tarde em Itália, conhece o famoso médico João Baptista A partir dos ensinamentos de Bertrand toma conhecimento de algumas particularidades respeitantes à terrível doença que assolava a Europa - a Peste.
Em 25 de Outubro de 1780 Ribeiro Sanches adoece inesperadamente, não lhe sendo dadas esperanças de vida. Mas, apesar da idade avançada, o médico português consegue vencer a enfermidade, um contentamento que não havia de durar muito tempo.
Morre a a 14 de Outubro de 1783
Hoje dia 6 de Janeiro de 2008, fui alertada para um erro crasso que tinha publicado neste post. É que em vez da foto de Ribeiro Sanches tinha publicado a foto de Voltaire. As minhas desculpas a todos os leitores e os meus agradecimentos ao Sr. Prof. Faustino Cordeiro, coordenador do Boletim da Associação dos Reformados Pensionistas e Idosos de Monte Abraão, que me permitiu corrigir o erro.

Rua Ramada Curto


Amilcar da Silva Ramada Curto
(Ramada Curto)
Nasceu em Lisboa, em 6 de Abril de 1886, filho de João Rodrigues Ramada Curto e de Delfina Guiomar da Silva Ramada Curto. Estudou Direito em Coimbra entre 1905 e 1910. Enquanto estudante destacou-se como um dos líderes da greve académica de 1907, tendo sido um dos estudantes, punido com dois anos de expulsão da Universidade.
Ramada Curto foi um dos responsáveis pela criação de várias organizações republicanas como: Escola 31 de Janeiro, a Liga da Academia Republicana e o Centro Académico Republicano de Coimbra.
Membro da Carbonária, foi um dos organizadores do movimento em Coimbra até 1910. Candidato a deputado republicano em 1910 e 1911 ano em que foi eleito pela Covilhã, sendo mais tarde eleito pelos círculos da Évora, Lisboa, entre outros.
Em 1919, após se desvincular do Partido Republicano, Ramada Curto adere ao Partido Socialista Português, sendo o líder parlamentar deste partido na Câmara dos Deputados.
Foi ainda chamado a desempenhar funções governativas durante a República sendo Ministro das Finanças entre 30 de Março e 28 de Junho de 1919, num governo liderado por Domingos Leite Pereira.
Volta mais tarde a ser convidado a exercer as funções de Ministro do Trabalho, noutro governo chefiado pelo mesmo líder político, entre 21 de Janeiro e 8 de Março de 1921. Faleceu em Lisboa a 18 de Outubro de 1961.

Rua Pires Antunes

Pires Antunes foi Presidente da Junta de Freguesia de Queluz 1976/1979



Rua Pêro Escobar

Pero Escobar - navegador (século XV) - que juntamente, com João de Santarém, descobriu em 21 de Dezembro de 1470 a Ilha de S. Tomé e em 17 de Janeiro de 1971, a Ilha do Principe. Estes dois navegadores estavam ao serviço de Fernão Gomes, arrendatário das terras africanas do Rei D. Afonso V.
Pero Escobar ,acompanhou Diogo Cão ao Congo, onde numa pedra perto da Catarata de Ielala, ficou assinalado o seu nome. Fez ainda parte das expedições de Vasco da Gama e de Pedro Alvares Cabral. Pedra de Ielala a 150 Km da Foz do Zaire juno às cataratas do mesmo nome.

Rua Pedro Nunes


Pedro Nunes
(Alcácer do Sal, 1502 — Coimbra,11 de Agosto de 1578) foi um matemático português e um dos maiores vultos científicos do seu tempo, que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da navegação, essencial para as Descobertas portuguesas. Dedicou-se ainda aos problemas matemáticos da cartografia. Foi também o inventor de vários aparelhos de medida, incluindo o nónio (nonius, o seu sobrenome em latim).
A infância de Pedro Nunes é pouco conhecida. Como muitas famílias judaicas portuguesas do seu tempo, a família de Pedro Nunes foi obrigada a converter-se ao Cristianismo. Os pais de Pedro Nunes eram judeus. Pedro Nunes era pois aquilo o que na altura se chamava de um "cristã0-novo".
Estudou na Universidade de Salamanca talvez de 1521 a 1522, e na Universidade de Lisboa, onde fez a sua graduação em medicina em 1525. No século XVI, a medicina usava a astrologia, e assim ele também aprendeu astronomia e matemática. Pedro Nunes continuou os seus estudos em medicina, mas também leccionou várias disciplinas na Universidade de Lisboa, incluindo Moral, Filosofia, Lógica e Metafísica.
Quando, em 1537 a Universidade voltou para Coimbra, ele foi para a re-fundada Universidade de Coimbra para ensinar matemática, um cargo que manteve até 1562. Esta era uma nova disciplina na Universidade e foi criada com o intuito de fornecer as instruções técnicas necessárias para a navegação, que se tornara um tópico bastante importante em Portugal neste período, onde o domínio do.
A matemática tornou-se umas disciplina independente em 1544. Além de se dedicar ao ensino, foi nomeado como Cosmógrafo Real em 1529 e Cosmógrafo Real Chefe em 1547 até à sua morte
Em 1531, o Rei João III encarregou Pedro Nunes da educação dos seus irmãos mais novos, Luís e Henrique, Anos depois, foi também responsável pela educação do neto do rei (e futuro rei), Sebastião.
No seu Tratado em defensão da carta de marear, Nunes argumenta que uma carta náutica deveria ter circunferências paralelas e meridianos desenhados como linhas rectas.
Ele foi provavelmente o último grande matemático a fazer aperfeiçoamentos significativos ao sistema de Ptolomeu (um modelo geocêntrico), contudo isso perdeu importância devido ao modelo Copérnico modelo heliocêntrico, substituindo-o.Nónio de Pedro Nunes

Rua Pedro de Sintra

Pedro ou Pero de Sintra, cujas origens à semelhança de tantos outros navegadores, são relativamente desconhecidas, seria, como defendem alguns autores, filho de Gonçalo de Sintra, escudeiro e navegador do Infante D. Henrique, que terá falecido em 1444, na ilha de Naar ou de Tíder.
Pedro de Sintra, que terá nascido em Lagos, continuado a servir D. Henrique, como seu pai, e sob suas ordens explorando o litoral africano acabando por efectuar o achamento da Serra Leoa, em 1460, ano em que morre o Infante D. Henrique.
Ainda navegará sob as ordens dos reis D. Afonso V e D. João II até ao momento da sua morte que, segundo se julga, terá ocorrido na região da Guiné, em 1484.
Pedro de Sintra em ”As Viagens de Luís de Cadamosto” refere-nos que em Arguim se encontrava água doce em abundância, alguns baixios de areia e outros de pedra e também havia muito mar e grandes correntes de água. (Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Rua Pedro Alvares Cabral


Pedro Álvares Cabral
Descobridor do Brasil, nasceu em Belmonte, entre 1460 e 1470, filho de Fernão Cabral e de D. Isabel Gouveia. Foi moço fidalgo de D. João II, que o agraciou com uma tença de 13.000 reais, vindo posteriormente a casar-se com D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque.
Em 1500, após o retorno de Vasco da Gama, o rei de Portugal (D.Manuel I) deu Cabral a missão de liderar a segunda expedição comercial a caminho das índias. Desta, fez parte uma grandiosa esquadra, composta por 13 navios, com mais de mil homens. A partida deu-se a 8 de Março de 1500.
No caminho para as índias, Cabral, desviou-se do rumo e, neste novo percurso, avistou, em 22 de abril, a terra que foi primeiramente chamada de Monte Pascoal, situada nas costas da Bahia.
Morreu em 1520, sem ter tido a oportunidade de reconhecer a grandeza de seu feito. Será sepultado em Santarém, dentro da Igreja da Graça, em campa rasa.
Mais uma placa toponimica em muito mau estado. Será que a remoção e substituição é tão dispendiosa que não se possa efectuar ? Para além do referido restauro e porque esta rua está muito mal sinalizada, permitimo-nos sugerir a colocação de uma outra placa, na confluência e acesso a esta rua a partir da Rua Bartolomeu Dias.

Rua Pedro Alexandrino

quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Rua Palmira Bastos


Maria da Conceição Martinez de Sousa
(Palmira Bastos)
Actriz de teatro portuguesa, filha de pais espanhóis, gente modesta que fazia teatro de terra em terra. Ele de Valhadolide e a mãe de Santiago de Compostela.
A 30 de Maio de 1875, quando passavam perto de Alenquer a mãe sentiu as dores de parto. Como era a terceira filha, o pai, antevendo mais despesas desapareceu, antes de ver o bebé. A mãe procurou trabalho em Lisboa, como costureira e à noite actuava como corista no Teatro Trindade.
O teatro foi o lar de Maria da Conceição que sempre acompanhava a mãe . Nunca desejou ser mais nada. Quando aos 15 anos teve oportunidade, subiu ao palco. Era o dia 18 de Julho de 1890, depois foi uma carreira de sucesso ininterrupta.
Em 1893 passa para o Teatro Nacional de D. Maria III e vai na sua primeira digressão ao Brasil. Conheceu o empresário António Sousa Bastos, 30 anos mais velho, com quem casou em 1894, quando passou para o Teatro da Rua dos Condes
Em 1920 passa para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. Em 1965 festejou com brilho e repercussão no País os seus 90 anos, e 75 de carreira.
Teve grandes homenagens num país normalmente pouco dado a reconhecer em vida o mérito dos seus maiores. Palmira
Palmira Bastos trabalhou praticamente até ao fim da vida, sempre lúcida e entusiasmada. É mais um dos nomes maiores do Teatro português.
Faleceu em 10 de Maio de 1967






Em 1966 na peça: As árvores morrem de pé

Rotunda Padre Francisco


No passado dia 25 de Novembro de 2007 foi inaugurada a placa que a partir de agora denomina a antiga rotunda da estação como Rotunda Padre Francisco José dos Santos.
O Padre Francisco como era conhecido pelos seus paroquianos, nasceu a 28 de Agosto de 1961 em Maxial – Torres Vedras.Foi ordenado sacerdote a 4 de Julho de1987.
Tomou posse da Paróquia da Igreja de Nossa Senhora da Fé a 15 de Outubro de 2000.
Faleceu aos 45 anos de idade, na residência paroquial de Nossa Senhora da Fé, às 7 da manhã do dia 17 de Fevereiro de 2007.
O nome do Padre Francisco foi proposto na Assembleia de Freguesia de 1 de Março de 2007 "... perpetuando na toponímia a importância que o Padre Francisco teve na nossa Freguesia".
Nota: De acordo com a informação que a Srª. Presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, teria sido o executivo da Junta que primeiro propôs a homenagem ao Sr. Padre Francisco, e que o nome será dado, não a uma rua, mas a uma rotunda, o que agora foi cumprido.

Rua Luis de Camões


Luiz Vaz de Camões
Era filho único de Simão Vaz de Camões, e de sua mulher D. Ana de Sá e Macedo, filha de Jorge de Macedo e aparentada com a casa de Vimioso, terá nascido no ano de 1524.
Aos 20 anos, em 1544, encontrou-se pela primeira vez na igreja de Santa Cruz de Coimbra, nas festas da Semana Santa, com D. Catarina de Ataíde, dama da rainha D. Catarina, filha de D. António de Lima, mordomo-mor do infante D. Duarte, e deste encontro nasceu a ardente paixão, que lhe devia ser bem fatal.Os amores do poeta com D. Catarina de Ataíde descobriram-se talvez por melindres de outras duas damas de igual nome.
Como soldado, integrou a tripulação das armadas que patrulhavam a zona do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico. Em 1555 encontramo-lo nas ilhas Molucas e dois anos depois em Macau, onde foi provedor dos defuntos e ausentes. Em 1560 regressou a Goa, onde esteve preso durante algum tempo, vítima de vagas acusações. Anos depois procura voltar a Portugal, mas em 1567 (1568?) Diogo do Couto encontrou-o retido em Moçambique, pobre e sobrevivendo com a ajuda de amigos.
Só em 1569 consegue regressar a Lisboa, tendo publicado em 1572, o poema épico “Os Lusíadas” em que conta toda a história de Portugal até ao seu tempo tendo como base a viagem de Vasco da Gama à India.
Como retribuição pelos serviços prestados na Índia e pela redacção da epopeia nacional, D. Sebastião atribuiu-lhe uma tença anual de 15.000 reis.
Morre em Lisboa em 10 de Junho de 1579 quando a peste assola Lisboa.
Num quarto escuro, Camões estirado na cama. Tem muita febre e já ninguém duvida que é mais uma vítima da doença. O seu corpo é sepultado fora do cemitério do Convento de Santana, os seus restos mortais serão muito mais tarde depositados no Mosteiro dos Jerónimos .

Praceta Júlio Ramos

JÚLIO RAMOS - Pintor
(21-07-1868)-(06-08-1945)
Júlio Gonzaga Ramos, natural do Porto. Fez o curso na Academia de Belas-Artes da sua cidade natal, onde obteve menção honrosa num concurso de Desenho e um prémio em Arquitectura. Estudou em Paris de 1891 a 1897, onde teve por companheiro António Nobre, tendo feito ilustrações para a 2ª edição do volume Só (1898). Obteve uma 3ª medalha na Exposição Universal de Paris (1900) e medalhas de ouro nas Exposições Universais do Rio de Janeiro (1908 e 1912). Conquistou a 2ª medalha em pintura no Grémio Artístico e na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Escreveu sobre temas de arquitectura em publicações como O Primeiro de Janeiro, de que foi director artístico, Comércio do Porto Ilustrado, Ilustrações Modernas (1898), Serões (1907), Arte (1908) e A Águia (1910-1911). Notabilizou-se como paisagista de cenários calmos, com predilecção pelos crepúsculos raiados de púrpura e ouro.
Na impossibilidade de publicar fotos na caixa de mensagens, publica-se a situação geográfica da Praceta Júlio Ramos, na Freguesia de Monte Abraão, a fim de responder ao comentário abaixo, deixado neste espaço. Para melhor identificação da zona poderá clicar na imagem.
De: Fátima Campos
Data: 09/09/08 02:48:03
Para:
sgse.01@sapo.pt
Assunto: [De A a Z quem é quem nas Ruas de Monte Abraão] Novo comentário em Praceta Júlio Ramos.
Fátima Campos deixou um novo comentário na sua mensagem "Praceta Júlio Ramos": Também não conheço a praceta Júlio Ramos, em Monte Abraão.

Rua José Régio


José Maria dos Reis Pereira
(José Régio)
Nasceu em Vila do Conde, em 17 de Setembro de 1901.
Viveu em Vila do Conde até completar o quinto ano do liceu, após o que continuou a estudar no Porto. Aos 18 anos, foi para Coimbra, onde se licenciou em Filologia Românica (1925) . Publica nos jornais O Democrático e República, os seus primeiros versos.
Como escritor, José Régio dedicou-se ao romance, ao teatro, à poesia e ao ensaio. Centrais, na sua obra, são as problemáticas do conflito entre Deus e o Homem, o indivíduo e a sociedade, numa análise crítica das relações humanas e da solidão, do dilaceramento interior perante a relação entre o espírito e a carne e a ânsia humana do absoluto.
Estreou-se, em 1926, com o volume de poesia Poemas de Deus e do Diabo, a que se seguiram Biografia (1929, poesia), Jogo da Cabra-Cega (1934, primeiro romance), As Encruzilhadas de Deus (1936, livro de poesia e tido como a sua obra-prima), Primeiro Volume de Teatro: Jacob e o Anjo e Três Máscaras (1940), Davam Grandes Passeios aos Domingos (novela publicada em 1941 e incluída, em 1946, em Histórias de Mulheres), Fado (1941), livro de poesia com desenhos do irmão Júlio, principal ilustrador da sua obra).
Participou também activamente na vida pública, fazendo parte da comissão concelhia de Vila do Conde do Movimento de Unidade Democrática (MUD), apoiando o general Nórton de Matos na sua candidatura à Presidência da República e, mais tarde, a candidatura do general Humberto Delgado. Integrou ainda a Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD), nas eleições de 1969.
É considerado, por alguns, como um dos vultos mais significativos da moderna literatura portuguesa. Recebeu, em 1961, o prémio Diário de Notícias e, postumamente, em 1970, o Prémio Nacional de Poesia, pelo conjunto da sua obra poética. As suas casas de Vila do Conde e de Portalegre são hoje museus.
José Régio faleceu em Vila do Conde a 22 de Dezembro de 1969.

Rua João Villaret


Nasceu em Lisboa a 10 de Maio de 1913. Foi actor, encenador e declamador português. Depois de frequentar o Conservatório Nacional de Teatro, começou por integrar o elenco da companhia de teatro lisboeta Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Mais tarde, fez parte da companhia teatral Os Comediantes de Lisboa. No filme O Pai Tirano (1941), Villaret faz uma breve aparição como pedinte mudo.
Seguem-se Frei Luis de Sousa (1950) e O Primo Basílio (1959). No cinema, trabalhou ainda com Leitão de Barros em filmes como Inês de Castro (1944) e Camões (1946).
Deixou no mundo do Teatro e da Poesia um vazio que jamais voltou a ser preenchido. Aquela voz que para sempre deixou de dizer poesia, com interpretações de obras de tantos e tão grandes poetas como Camões, Pessoa e Régio, será seguramente recordada como um dos maiores talentos portugueses que continuará a orgulhar gerações vindouras.
Os versos finamente medidos de Camões surgem na interpretação de Villaret rigorosamente clássicos, os de Régio com toda a teatralidade e emoção de um místico para quem Deus simbolizava uma meta a atingir a todo o custo, e os de Pessoa com a alma e transcendência que o poeta lhes imprime.
E isto sem esquecer a simplicidade quase infantil dessa obra-prima que é a "Procissão", de António Lopes Ribeiro, recreada por esse mestre da palavra e declamação que foi João Villaret, ou Fado Falado, onde se afirmava: «Se o fado se canta e chora, também se pode falar».
João Villaret, morre em Lisboa aos 48 anos, no dia 21 de Janeiro de 1961.

Rua João Pina Gouveia

PINA GOUVEIA
João da Mata Camacho Pina de Gouveia, nasceu no Funchal em 1880 e faleceu em Lisboa em 1947. Foi pioneiro na História da Aviação em Portugal. Poeta e Dramaturgo, a sua obra literária, não é extensa pois apenas abrange dois livros de versos, (Breviário, 1900) e (Atlante, 1903), e duas peças teatrais, (Engano de Alma, 1904) peça em 1 acto, e (Mar de Lágrimas), peça em 3 actos, esta escrita em colaboração com o seu conterrâneo Jorge Santos.
Ambas representadas no Teatro Nacional, respectivamente em 1904 e 1908.
A paixão pela aeronáutica levou-o a afastar-se da literatura, sem que os dotes anunciados nessas obras chegassem a amadurecer e a produzir os frutos que seria lícito esperar do autor. Em 1912 publicou ainda um volume de divulgação: (Balões e Aeroplanos), colaborou ainda na revista Serões para a qual efectuou algumas reportagens.
"Dicionário Cronológico de Autores Portugueses",
(Vol. III,Publicações Europa América)
Agradeço a colaboração do Sr Manuel Lopes que fez o favor de me enviar esta pequena boigrafia via email.

Rua Jaime Cortesão



Jaime Zuzarte Cortesão
(Jaime Cortesão)
Filho do filósofo António Augusto Cortesão, nasceu em Ançã, concelho de Cantanhede, a 29 de Abril de 1884. Em Coimbra estudou Grego e Direito e, mais tarde, no Porto e em Lisboa, Medicina, formando-se em 1909.
Como tese de formatura publicou "Arte e Medicina" e um livro de Poesia: "A Morte da Águia". Anos depois, publicou um belo volume de líricas, sob o título de "Glória Humilde".
Professor, de 1911 a 1915, deputado, de 1915 a 1917, serviu como voluntário na 1.ª Guerra Europeia, na campanha de Flandres, em 1918, na qualidade de capitão-médico-miliciano, tendo sido gravemente ferido em combate e condecorado com a Cruz de Guerra.
Sobre a guerra escreveu um livro, hoje raro: "Memórias da Grande Guerra". Director da Biblioteca Nacional de Lisboa, de 1919 a 1927, fez parte da missão literária que foi ao Brasil, em 1922, acompanhando o presidente António José de Almeida.
Data dessa época, ao colaborar na "História da Colonização Portuguesa do Brasil", o seu renome de historiador, especialmente da parte relativa aos descobrimentos portuMas, ao lado dessa glória de historiador erudito, ressalta mais a sua vida de democrata austero e fiel praticante das virtudes antigas.
Exilando-se no estrangeiro, desde 1927, por não compactuar com a ordem imposta pela ditadura salazarista, Jaime Cortesão viveu sucessivamente na Espanha, França, Bélgica e Inglaterra.
De 1940 em diante coube ao Brasil recebê-lo, “não como hóspede ilustre, mas como fraterno trabalhador”. Voltando depois a Portugal, teve o historiador de pagar com inúmeros dissabores e prisão o seu fervor e dedicação à causa da liberdade.
Morreu em Lisboa em 14 de Agosto de 1960.

Rua Jacinto Garcia










Rua Infante Dom Henrique


Infante Dom Henrique
Duque de Viseu 5º filho de EL-Rei D. João I e de Dona Filipa de Lencastre, nasce no Porto em 4 de Março de 1394, foi um príncipe português e a mais importante figura do início da era das Descobertas. O mar para o ocidente e para o sul era a região dos profundos misteriosos, povoado de terrores e de visões fantásticas. Apesar de não ter nunca sulcado as ondas do Oceano; senão para as suas expedições de conquista africana, teve o cognome de “O Navegador”, e na verdade bem merecido, porque a ele se deve o primeiro impulso e o grande incitamento das grandes navegações, que tanto contribuíram para o progresso da civilização, que ampliaram tanto o conhecimento do mundo. D. Henrique estabeleceu ali uma escola de cosmografia e de navegação que foi frequentada pelos cavaleiros da sua casa, e por outros homens que se entusiasmavam pelas suas empresas. Na vila de Sagres estabeleceu o Infante, estaleiros e oficinas de construção naval, e erigiu o primeiro observatório astronómico que existiu em Portugal. A Ilha de Porto Santo, a Madeira e os Açores. Passar além do cabo Bojador, julgava-se impossível. Vinte tentativas se haviam feito para dobrar o cabo, mas os navegantes sempre recuavam por terror supersticioso. Finalmente, D. Henrique armou uma barcha, cuja capitania confiou a Gil Eane que em 1433, dobrou o Cabo Bojador. Em 1441 Nuno Tristão descobriu o Cabo Branco, em 1443 a ilha de Arguim. A fama de D. Henrique chegara às nações estrangeiras e muitos homens ávidos de aventuras, vinham pedir-lhe emprego nas suas caravelas. Faleceu em Sagres, conforme dissemos, no estado de solteiro. Seu corpo foi primeiramente depositado na igreja de Santa Maria de Lagos, sendo dali trasladado para o convento da Batalha em 1461 onde repousa na capela do fundador.O Padrão dos Descobrimentos foi inaugurado em 1960, aquando das celebrações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique (Henrique O Navegador). Evoca a expansão marítima e foi desenhado em forma de uma caravela, liderada pelo Infante D. Henrique - que segura numa mão uma pequena caravela, seguido de muitos outros heróis da história portuguesa.
É neste lamentável estado que se encontra(desde o passado mês de Junho 2007) o murete onde figurava a placa toponímica de identificação da Rua Infante Dom Henrique. É caso para perguntar: embora seja da responsabilidade da CMS a recuperação das placas toponímicas ou, neste caso de quem a destruiu , porque se percebe perfeitamente que foi destruida, será que a vogal da JFMA, responsável pela toponímia ainda não deu por isso ?

Praceta Guerra Junqueiro

Abílio Guerra Junqueiro
(Guerra Junqueiro)
Nasceu em Freixo de Espada à Cinta a 17 de Setembro de 1850, filho do negociante e lavrador abastado José António Junqueiro e de sua mulher D. Ana Guerra. A mãe faleceu quando Guerra Junqueiro contava apenas 3 anos de idade.
Foi bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta. Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada “Escola Nova”. Poeta panfletário, a sua poesia ajudou criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República.
Estudou os preparatórios em Bragança, matriculando-se em 1866 no curso de Teologia da Universidade de Coimbra. Compreendendo que não tinha vocação para a vida religiosa, dois anos depois transferiu-se para o curso de Direito. Terminou o curso em 1873. Guerra Junqueiro iniciou a sua carreira literária de maneira promissora em Coimbra no jornal literário A folha, dirigido pelo poeta João Penha, do qual mais tarde foi redactor. Aqui cria relações de amizade com alguns dos melhores escritores e poetas do seu tempo, grupo geralmente conhecido por Geração de 70.
Entrando no funcionalismo público da época, foi Secretário-Geral do Governador Civil dos distritos de Angra do Heroísmo e Viana do Castelo.
Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros.
Faleceu em Lisboa a 7 de Julho de 1923.
Pertenceu ao Grupo "Os Vencidos da Vida" de que faziam parte além de Guerra Junqueiro, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, António Cândido, Eça de Queirós, o conde de Ficalho, o conde de Sabugosa, o futuro conde de Arnoso, o futuro marquês de Soveral, Carlos de Lima Mayer e Carlos Lobo de Ávila.
A denominação decorre da renúncia destes intelectuais às suas aspirações de juventude.

Rua Gonçalves Zarco


João Gonçalves Zarco e não (Gonçalo Zarco) como aparece na placa toponimica, terá nascido em Leça da Palmeira, ou Tomar, no ano de 1394. Navegador e fidalgo português da Casa do Infante D. Henrique e comandante de caravelas, descobriu a ilha de Porto Santo em 1418, com Tristão Vaz Teixeira e depois a ilha da Madeira, com Bartolomeu Perestrelo, em 1419.
João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira reconheceram o arquipélago da Madeira em 1418, presumindo-se que terão sido arrastados para a ilha de Porto Santo quando se preparavam para explorar a costa da África e atingir a Guiné, numa viagem a mando do Infante.
Regressados a Portugal, os navegadores persuadiram D. Henrique das vantagens de estabelecer na ilha recém-descoberta uma colónia permanente, e a ela regressaram, desta vez acompanhados de Bartolomeu Perestrelo, levando cereais e coelhos.
Zarco não era, realmente, o seu apelido de família, e sim uma alcunha, segundo a lenda, antes de se aventurar pelo Oceano Atlântico. João Gonçalves havia ficado cego de um olho, usando por tal motivo um zarco (pala preta a cobrir o olho). Na ansiedade de recuperar a visão, a primeira coisa que fez, ao colonizar a ilha, foi criar um funchal, ou seja um campo de funcho (erva aromática muito parecida com o anis)
Faleceu em idade avançada no Funchal, por volta de 1467, vindo a ser sepultado na Capela de Nossa Senhora da Conceição, que ele próprio mandara edificar em 1430.

Rua Gil Eanes


Gil Eanes foi um navegador português, escudeiro do Infante D. Henrique cuja biografia permanece ainda pouco conhecida. Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador, em 1434, dissipando o terror supersticioso que este promontório inspirava e iniciando assim a época dos "grandes descobrimentos".
O Infante D. Henrique conseguiu incentivar Gil Eanes a tentar a proeza da passagem. Ao dobrar o cabo, reforçou o papel de Portugal como nação marítima. Como recompensa, foi armado cavaleiro.
Sabe-se que em 1446 partiu para a exploração da costa da actual Mauritânia e combate aos mouros que tentavam impedir os progressos da navegação portuguesa através da pirataria. Regressou a meio da viagem devido ao mau tempo, não havendo mais dados biográficos a partir dessa data.

Rua Garcia de Resende


Garcia de Resende nasceu em Évora, provavelmente em 1470. Contemporâneo de Gil Vicente e de Sá de Miranda, Garcia de Resende desenvolveu na corte o seu talento de escritor e de artista, como poeta, músico, desenhador e cronista, granjeando ainda em vida uma aura de homem culto e ilustre.
De origem de nobre, o que lhe facilitou o acesso à corte de D. João II, em 1490, primeiro como moço de câmara, depois como moço de escrivaninha (secretário particular), posto que conservou até à morte do monarca, em 1495.
Ficou conhecido como escritor mas tinha também aptidões como desenhador e músico. Foi um dos poetas que animaram a vida cultural da corte. Conhecem-se dele vários poemas, como as “Trovas à Morte de D. Inês de Castro”, tema que viria a ter grande sucesso na literatura portuguesa.
Em 1516, recolheu poemas que haviam sido produzidos no ambiente palaciano por numerosos poetas, reunido-os no que chamou "Cancioneiro Geral". A obra reúne cerca de mil poemas, a maioria de temática amorosa ou satírica, escritos por quase 300 poetas. Foi igualmente autor de outras obras, que possuem um inegável valor documental são elas a Vida e Feitos de D. João II (1545), uma obra de carácter histórico, interessante porque nos relata episódios diversos da vida do rei, e Miscelânea e Variedade de Histórias (1554), um relato em verso dos acontecimentos da época. A partir de 1530, para ultimar os seus escritos, retirou-se para as suas propriedades no Alentejo, onde faleceu em 1536.A capela tumular de Garcia de Resende, por ele mandada construir, ergue-se na cerca do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, próximo de Évora.

O Cancioneiro Geral

Rua Francisco Vieira de Almeida


Francisco Lopes Vieira de Almeida
(Francisco Vieira de Almeida)
Professor de filosofia da Faculdade de Letras de Almeida, intodutor da lógica matemática em Portugal.
Monárquico, oposicionista ao salazarismo, destaca-se na campanha de Humberto Delgado, em 1958.
Licenciado e doutorado pela Faculdade de Letras de Lisboa em Filosofia, ingressou como docente na Universidade pelo grupo de História (em 1915). Em 1921 voltou à área de Filosofia onde ascende a catedrático em 1930, mantendo-se em actividade permanente até 1958.
Apesar de entre a sua extensa bibliografia encontrarmos poesia, romance a e teatro, bem como traduções, é a sua actividade como professor e ensaísta na área de Filosofia e também de História que o distingue.
É mesmo possível afirmar que o seu foi um dos primeiros casos de articulação bem sucedida entre dois registos de crítica à sociedade portuguesa que marcam o século XX no seu conjunto: se, na primeira metade do século, é de um ideal de reformismo cívico que se faz o discurso crítico português, uma transição encetada ao longo das décadas de 1940 e 1950 leva a que na década de 1960 se assista a uma especialização disciplinar da análise social, fundada nos saberes emergentes das ciências sociais.
Ora, Vieira de Almeida foi um percursor dessa especialização disciplinar, sendo um dos raros autores portugueses com trabalhos de relevo em Lógica (e na sua divulgação), mas nunca abdicando de um compromisso político explícito apesar dos dissabores que o regime lhe causou mesmo em idade avançada.

Rua Engº. Francisco Lancastre Garrett


Mais um vez, não obstante a existencia de dois modelos de placas toponímicas, nenhuma nos dá as pistas necessárias para efectuar pesquisa de quem foi esta individualidade. Sabemos pertencer a uma das familias mais antigas da cidade de Queluz, ou a ela ligada desde pelo menos 1690. Sabemos também ter sido um grande benemérito, pois ao que julgo saber grande parte do terreno que hoje integra a Freguesia de Monte Abraão era de sua pertença tendo doado parte para a construção do bairro de casas pré-fabricadas onde foram alojadas familias vitimas das cheias de 1966.




Rua Fernão Magalhães



Fernão Magalhães, nasceu na província de Tras-os-Montes a 3 de Fevereiro do ano de 1480.
Navegador português, militou brilhantemente na Índia e na África. Descontente por não ter obtido de D. Manuel I, uma recompensa a que se julgava com direito, foi oferecer os seus serviços a Carlos V de Espanha, que lhe confiou uma frota de cinco caravelas.
Em setembro de 1519, seguiu Magalhães rumo ao Ocidente. Durante a viagem teve de subjugar várias revoltas das tripulações. Chegado à costa americana, foi navegando ao longo dela depois de aportar no Rio de Janeiro, rumou a sul e assim descobriu a passagem interoceânica a que ficou ligado o seu nome: o estreito de Magalhães.
A frota, reduzida a três caravelas, penetrou no Pacífico, descobriu as ilhas hoje denominadas Marianas e o arquipélago que depois se chamou das Filipinas.
Aí foi morto Magalhães, em 1521, numa rixa com os indígenas, a quem pretendia converter ao cristianismo.
O seu piloto Elcano conseguiu regressar à Europa com a única caravela que restava, a Vitória, completando assim a primeira viagem de circumnavegação que se efectuou no globo, mas cuja glória pertence a Femão de Magalhães

Rua Dr. José Fernandes





















Dr. José Fernandes
Proprietário em Massamá e benemérito local

Rua Direita de Massamá

Massamá é uma Freguesia portuguesa do concelho de Sintra, criada pela Lei nº 36/97,de 12 de Julho em 1997 que integra tal como a Freguesia de Monte Abraão, a cidade de Queluz.
Povoado de origem árabe, o seu nome deriva do topónimo "MACTAMÃ", que se traduz por "lugar onde se toma boa água" ou "fonte".
Situada a meio caminho das praças fortes de Lisboa e de Sintra, era aqui que os antigos guerreiros, caçadores e viajantes costumavam parar, durante as suas viagens, para descansar e para se refrescarem a si e às suas montadas.
Tambem se dá o nome de massame ao lastro ou fundamento dos poços e das cisternas. De facto consta que neste lugar existiam vários poços.
O seu subsolo, rico em extensas reservas de água, serviu em dada altura para abastecer a Fábrica da Pólvora de Barcarena.
O actual Chafariz de Massamá, considerado o ex-libris da Freguesia, é alimentado por uma mina localizada no interior da Escola Básica N º1 de Massamá e que faz parte das muitas minas que existiram antigamente .

Rua Diogo Cão

Diogo Cão, navegador português do século XV, nasceu provavelmente na região de Vila Real em data desconhecida. Não se sabe nada sobre a sua infância, nem da sua adolescência, os primeiros vestígios que sabemos da vida dele, são da sua juventude.
Enviado por D. João II, realizou duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486.Chegou à foz do Zaire e avançou pelo interior do rio, tendo deixado uma inscrição comprovando a sua chegada às cataratas de Ielala.
Estabeleceu as primeiras relações com o Reino do Congo. Introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas Em plena Costa dos Esqueletos, no local que hoje a cartografia refere como Cape Cross, surge uma replica do padrão que ali foi deixado em 1486 por Diogo Cão, o primeiro europeu a chegar à Namibia.
D. João II desejoso de manter relações com o rei do Congo envia Diogo Cão na 28 viagem, Diogo Cão foi bem recebido, trocou com eles presentes e o rei prometeu converter-se.
De seguida Diogo Cão embarcou para o Cabo de Sta Maria. Aí teve uma grande desilusão: ali não terminava a costa Africana.
Regressou a Portugal com essa má noticia e D. João II não o perdoou e nunca mais o chamou para outra missão.
Para o visitante, será difícil imaginar a reacção da armada de Diogo Cão, ao encontrar uma colónia de focas que chega a reunir cerca de 100 mil
Na freguesia São Dinis, no Distrito de Vila Real, existe uma casa (foto abaixo) onde terá nascido o navegador esta casa foi construída na segunda metade do século XV .

Rua Damião de Góis

Damião de Góis, nasceu em Alenquer no dia 2 de Fevereiro de 1502 e faleceu em 30 de Janeiro de 1574. Figura ímpar do renascimento português, historiador e grande humanista, tinha uma mente enciclopédica e foi um dos espíritos mais críticos da sua época.
De família nobre, filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro. Devido à morte do seu pai, Damião de Góis passou 10 anos da sua infância na corte de D. Manuel I como moço de câmara. Em 1523 foi colocado por D. João III como secretário da Feitoria portuguesa em Antuérpia - também, em atenção, à sua ascendência flamenga.
Efectuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus com quem convive em Basileia em 1534. Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.
Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de D. João III que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado Guarda-Mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e 10 anos mais tarde foi escolhido pelo Cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do Rei D. Manuel I que foi completada em 1567.
No entanto este seu trabalho histórico desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caíu nas garras do Santo Ofício (Inquisição), de maneira brutal, pois foi preso, sujeito a processo e depois transferido para o Mosteiro da Batalha.
Teve um trágico fim de vida, pois abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila.
As suas maiores obras em Latim e em Português são históricas. Incluem a “Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel 1566-67” a “Crónica do Príncipe Dom João 1567”. Manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o Rei D. Manuel I e do seu filho o príncipe João, depois João III de Portugal

Rua da Tascôa

A “rua da Tascoa”, ou “Tascôa” segundo a grafia mais antiga, é uma das ruas históricas de Massamá. Referência ao antigo núcleo urbano, esta via que vem da freguesia de Monte Abraão, converge para a Rua Direita de Massamá, perto do chafariz. Com a construção da CREL foi separada, estando actualmente dividida entre as duas freguesias. A origem do nome está relacionada com o acto de “tascoar” ou, de acordo com o termo actual,
formado por aglutinação, “tascar”.
Tascar é um dos processos da preparação do linho como fibra têxtil consistindo na sua limpeza, tirando-lhe o tasco ou tomento, separando a estopa ou lanugem da parte lenhosa e áspera. Existem outros termos para este mesmo fim como tasquinhar, espadelar, espadanar ou estomentar, dependendo do uso de diferentes instrumentos, conforme as diferentes práticas regionais. Os instrumentos utilizados neste exercício eram a tascadeira, objecto tosco com dois pés e a ponta apoiada na parede que servia para tascar à mão, ou não, o espadelador guarnecido com cardas para limpar o linho, e a espadela, instrumento de madeira que golpeava o linho sobre um cortiço. (Referências retiradas do blogue: http://www.massamacidadeaberta.blogspot.com)


Rua da Fraternidade

A fraternidade é um conceito filosófico profundamente ligado às idéias de Liberdade e Igualdade e com os quais forma o tripé que caracterizou grande parte do pensamento iluminista.
A idéia de fraternidade estabelece que o homem, enquanto animal político, fez uma escolha consciente pela vida em sociedade e para tal estabelece com seus semelhantes uma relação de igualdade, visto que em essência não há nada que hierarquicamente os diferencie: são como irmãos (fraternos). Este conceito é a peça-chave para a plena configuração da cidadania entre os homens, pois, por princípio, todos os homens são iguais. De uma certa forma, a fraternidade não é independente da liberdade e da igualdade, pois para que cada uma efetivamente se manifeste é preciso que as demais sejam válidas.
A fraternidade é expressa no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem quando ela afirma :

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Rua D. Diniz

Filho de D. Afonso III a de D. Beatriz de Castela. A doença de seu pai preparou-o bem cedo para governar.Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo.
Foi cognominado de O Lavrador ou O Rei-Agricultor, pelo impulso que deu no reino àquela actividade, e ainda O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador, pelas Cantigas de Amigo e de Amor que compôs, e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado.
Foi o primeiro rei português a assinar os seus documentos com o nome completo. Presume-se que tenha sido o primeiro rei português não analfabeto.
Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei a das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes, a um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu às inquirições, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.
Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei a os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar‑Ihes Ordem de Cristo.
Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura e Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa.
Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado.
Conta a História que a este Rei se deve a plantação do Pinhal de Leiria.

Rua D. António Ribeiro


António Ribeiro, Patriarca de Lisboa, nasceu na Freguesia de S. Clemente em Celorico de Basto em 21 de Maio de 1928.
Frequentou o Seminário de Braga e a Faculdade de teologia da Ponifica Universidade Gregorianade Roma.
Ordenou-se em 5 de Julho de 1953. Lecionou no Inst. Superior de Ciências Sociais e politica Ultramarina. Trabalhou na Acção Católica.
Realizou palestras na RTP .
Eleito bispo auxiliar do arcebispo de Braga em 1967 e em 1969 foi transferido de Braga para auxiliar do Pratiarca de Lisboa.
Patriarca de Lisboa de 13 de Maio de 1971 até 24 de Março de 1998 data do seu falecimento, era cardeal desde 5 de Março de 1973.
Rua D. António Ribeiro situa-se entre as Ruas Luis de Camões e Ruy Gameiro, junto à Igreja de N S da Fé

Rua Cristino Silva

Rua Cidade Desportiva




terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Rua Carlos Lopes


Carlos Alberto de Sousa Lopes nasceu em 1947, em Vildemoinhos, uma pequena aldeia próxima de Viseu. Carlos sonhava ser jogador de futebol no Lusitano de Vildemoinhos mas, a oposição do pai e de algumas pessoas ligadas ao clube (achavam-no muito franzino) não lhe permitiram concretizar esse sonho. Virou-se para o atletismo... O atletismo surgiria por acaso, em 1966: "Um dia, alta madrugada, noite cerrada, saímos de um bailarico e por entre a escuridão dos pinheiros, o uivo do vento fez o rapazio enyrar em pânico, parecia que vinha alguém atrás de nós. Fui o primeiro a chegar a Vildemoinhos. Em Dezembro, na São Silvestre de Viseu, estreei-me oficialmente. Duas semanas depois fui campeão de Viseu e, logo a seguir fui terceiro no campeonato nacional de Corta-mato, em juniores, sendo seleccionado para disputar o Cross das Nações, em Rabat... Fui o melhor português, em 25º lugar. Foi nessa altura, com 17 anos, que pela primeira vez vi o Mar." Em 1967, surgiu-lhe em casa um emissário do Sporting. Eguiram-se as vitórias sendo as mais importantes:

1º Carlos Lopes(Por)..2.09.21 Jogos Olímpicos de Los Angeles - 1984 Maratona
1º Carlos Lopes(Por).. 2.07.11 Maratona de Roterdão 1985 Record do Mundo
E como diz um poema que Manuel Alegre lhe dedicou.


Mais do que ser primeiro
Heroi é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo ir mais além

O antigo pavilhão desportivo de Lisboa ostenta hoje o seu nome

Rua Bartolomeu Dias


Bartolomeu Dias, ficou para sempre ligado como um dos mais importantes nomes da História dos Descobrimentos,por ter sido o protagonista de um dos maiores feitos das descobertas portuguesas: a passagem do Cabo das Tormentas em 1487-1488, em que pela primeira vez se ligava por mar o Oceano Atlântico ao Oceano Índico, após o que o baptisou como Cabo da Boa Esperança.
Nasceu por volta de 1450 ao que se crê em Mirandela, Tras-os-Montes, faleceu em 29 de Maio de 1500. Sobre a sua família sabe-se apenas que um parente Dinis Dias e Fernandes, na década de 1440 terá comandado expedições maritimas ao longo da costa do Norte de África, tendo visitado as ilhas de Cabo Verde.
A descoberta desta passagem do Atlântico para o Índico, em 1488, viria a ser de vital importância para as futuras navegações dos portugueses, abrindo caminho para a viagem de Vasco da Gama até à Índia.
Na sua juventude terá frequentado as aulas de Matemática e Astronomia na Universidade de Lisboa. Serviu na fortaleza de São Jorge da Mina. Estava habilitado quer a determinar as coordenadas de um local, quer a enfrentar tempestades e calmarias como as do Golfo da Guiné.
Bartolomeu Dias participou ainda na descoberta do Brasil, em 1500.
Morreu nesse mesmo ano, quando uma violenta tempestade o fez naufragar no Cabo das Tormentas agora rebaptizado por Cabo da Boa Esperança, que havia dobrado anos antes.

Rua António Silva


António Maria da Silva(António Silva –Actor)( N. Lisboa, 15 de Agosto de 1886 - Lisboa, 3 de Março de 1970) Filho de família humilde, começa a trabalhar cedo, como marçano. É depois empregado de retrosaria, caixeiro de drogaria e bombeiro, chegando ao posto de comandante.Tira o curso comercial e frequenta diversos grupos cénicos amadores. A sua estreia como actor data de 1910, na peça "O Novo Cristo", de Tolstoi, que a companhia de Alves da Silva leva à cena no Teatro da Rua dos Condes.Agrada e é contratado. Desempenha outros pequenos papéis em peças como "O Conde de Monte Cristo" ou "O Rei Maldito". Entre 1913 e 1921, viaja com a companhia de António de Sousa pelo Brasil, onde participa pela primeira vez num filme.No mesmo ano em que casa com Josefina Silva.De volta a Portugal, trabalha vários anos consecutivos na companhia Satanella Amarante, em peças de teatro ligeiro e de Revista. Depois de passar por outras companhias teatrais (Lopo Lauer, António de Macedo, Comediantes de Lisboa, Vasco Morgado), chega finalmente à ribalta do cinema português, integrando o elenco principal do filme A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo (1933).É no cinema que firma em definitivo a sua popularidade e engenho como actor, assegurando papéis cómicos ou dramáticos em mais de trinta películas: As Pupilas do Senhor Reitor (1935), O Pátio das Cantigas (1942) "O Costa do Castelo" (1943), Amor de Perdição (1943), Camões (1946), O Leão da Estrela (1947), Fado (1948) e muitos outros. A sua última aparição no cinema data de 1966, em O Sarilho de Fraldas, com António Calvário e Madalena Iglésias.


Rua António Nobre

António Nobre
Nasceu nasceu em 16 de Agosto de 1867 numa casa na Rua de Santa Catarina, no Porto. Em 1888 matricula-se no curso de Diteito na Universidade de Coimbra. Como os estudos lhe corressem mal, partiu para Paris onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas, licenciando-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, tenta entrar na carreira diplomática, mas a tuberculose impede-o. Doente, ocupa o resto dos seus dias em viagens a procurar remédio para o seu mal, da Suíça à Madeira. Obras poéticas: (publicada em Paris em 1892), Despedidas (1902) e Primeiros Versos (1921), ambas publicadas postumamente
É o maior poeta português nascido no Porto é talvez, com Cesário Verde e Antero de Quental, um dos três maiores poetas portugueses do século XIX. Disse Mário Claudio
Faleceu em 18 de Março de 1900 na pequena casa de dois andares no número 531 da Avenida do Brasil, na Foz, cidade do Porto, a casa que abaixo se reproduz.

Rua Amilcar Cabral


Amílcar Cabral nasceu em Bafatá, Guiné-Bissau, aos 12 de Setembro de 1924, filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora. Aos 8 anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde. Mindelo (ilha de São Vicente) passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943. No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por 2 anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Suas atividades políticas reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA. Em 1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde. Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.
Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da operação "Mar Verde", com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.
Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC.

Rua Alves Redol


António Alves Redol
(Alves Redol – Escritor)
Nasceu em 1911, em Vila Franca de Xira, onde frequenta o Curso Comercial, que conclui em.Em 1928 parte para Angola, onde fica durante três anos. A sua passagem por Angola não é muito feliz, mas traz-lhe experiências que dão uma outra visão do mundo e lhe servirão mais tarde na sua actividade literária.
Redol viria a destacar-se principalmente como romancista e dramaturgo, sendo considerado um dos grandes expoentes do neo-realismo literário português.
O grande exemplo disso é o seu primeiro romance Gaibéus (1939) Além de ir para a Ribeira do Tejo ouvir as histórias dos trabalhadores e das varinas e do Ciclo do Arroz, uma experiência colectiva realizada em 1953 em que participaram Júlio Pomar, Alves Redol, Rogério Ribeiro, Cipriano Dourado e António Alfredo.
O grupo foi para os arrozais do Ribatejo para entrar em contacto com a realidade viva do povo trabalhador. O objectivo era o registo de pessoas, ambientes e modos de viver, era a "descoberta sensível dum país, duma tradição, dum povo", que seria utilizado como matéria prima e fonte de inspiração para trabalhos dos artistas participantes, tal como na Nazaré, ao sair para a faina com os pescadores para preparar "Uma Fenda na Muralha” Como romancista Alves Redol destaca-se ainda pelas obras “Marés” (1941); Avieiros (1943; Fanga (1944); Reinegros (1945); Porto Manso (1946); Ciclo Port-Whine, composto de três romances escritos entre 1949 e 1953; A Barca dos Sete Lemes (1958); Uma Fenda na Muralha (1959) e Barranco de Cegos (1962), a sua obra-prima.
Como dramaturgo destacam-se as peças de teatro “Forja” (1948) e “O Destino Morreu de Repente” (1967), objectos de censura nas tentativas que se fizeram de as levar à cena.
Alves Redol morreu, em Lisboa, em 1969. Abaixo foto da praceta contigua à rua com o mesmo nome "Alves Redol"

Rua Alves de Sousa


António Alves de Sousa
Nasceu em 1832, em Montemor-o-Velho - Coimbra. Radicado em Portalegre, aqui exerceu medicina, em acumulação com funções no Banco de Portugal.
Clínico distinto, fazia da sua profissão um sacerdócio, não se negando nunca a visitar um enfermo, e chegando mesmo a pagar da sua bolsa muitos medicamentos, o que lhe valeu ser conhecido pelo médico dos pobres.

Rua Alfredo Keill


Alfredo Keil, compositor de música e pintor contemporâneo muito apreciado, nasceu em Lisboa a 8 de Julho de 1854, filho de Cristiano Keil, alfaiate alemão de muita fama, e que desde largos anos se estabelecera em Lisboa, gozando da geral estima e consideração e de D. Josefina Keil.
Tendo apenas 14 anos de idade, foi para a Baviera encetar os seus estudos artísticos, em Nuremberga.
De Nuremberga passou a Munique, mas a sua saúde obrigou-o a deixar a Alemanha e regressar à pátria, em 1870
Em 1878 concorreu à Exposição Universal de Paris com o quadro Melancolia, que alcançou menção honrosa e o prémio pecuniário oferecido pelo governo português.
Afastou-se depois das exposições, dedicando se com maior fervor ao estudo da música, onde lhe estavam também reservadas grandes glorias Para o centenário de Gualdim Pais em Tomar, no ano de 1895, escreveu uma marcha intitulada Marcha de Gualdim Pais. Em compôs para uma representação no Teatro Alegria uma marcha inspirada no ultimatu do governo Inglês de 11 de Janeiro de 1890 - A Portuguesa, hino patriótico, que adquiriu grande popularidade. A Portuguesa com versos de Lopes de Mendonça tornou-se um verdadeiro hino nacional e patriótico. E por
Alfredo Keil foi agraciado com a comenda da ordem de S. Tiago, e o governo italiano concedeu-lhe a comenda da coroa de Itália. (Nota - Na caixa de comentários publiquei as duas versões de "A Portuguesa" a original datada de 1890 e a alteração sofrida em 1959.

Rua Alexandre Herculano


Alexandre Herculano de Carvalho Araújo
(Alexandre Herculano)
Natural de Lisbosa, nasceu a 28 de Março de 1810, no seio
de uma família da classe média. O pai, Teodoro Cândido de Araújo, era recebedor da Junta dos Juros. A mãe chamava-se Maria do Carmo de S. Boaventura.
Tal como Almeida Garrett e outros jovens exilados alistou-se no exército liberal que, no início de 1832, se dirigiu aos Açores e depois ao Porto. Participou no cerco da cidade e destacou-se em várias missões de reconhecimento na região minhota. Nesta cidade, foi nomeado em 22 de Fevereiro de 1833 para coadjuvar o director da Biblioteca Pública, organizada a partir do acervo da livraria do bispo.
Exerceu o cargo até Setembro de 1836, quando pediu a exoneração, por discordar do juramento de fidelidade à Constituição de 1822, que lhe era exigido. Na carta de demissão declara-se fiel à Carta Constitucional.
Torna-se redactor principal de O Panorama , editado pela Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, que era então o principal instrumento de divulgação da estética romântica, em Portugal. Foi aí que publicou vários dos seus estudos de natureza histórica e muitas das suas obras literárias, mais tarde editadas em livro: A Abóbada , Mestre Gil , O Pároco de Aldeia , O Bobo e O Monge de Cister.
Ainda nesse ano de 1837 assumiu a responsabilidade da redacção do Diário do Governo , que nesse tempo era apenas um jornal de suporte ao partido no poder. No entanto, pouco tempo depois abandonou o lugar. No ano seguinte publicou A Harpa do Crente .
Em 1839 foi nomeado, por iniciativa do rei D. Fernando, para dirigir a Real Biblioteca da Ajuda e das Necessidades, tendo conservado esse cargo quase até ao fim da vida. Em 1866 casou e, pouco depois, retirou-se para a sua quinta de Vale de Lobos, próximo de Santarém. Aí permaneceu até ao fim da vida, ocupado com os seus escritos literários e as lides agrícolas.
Foi também na Quinta de val de Lobos em Santarém que morreu, a 13 de Setembro de 1877. (Nota: É uma vergonha o estado em que se encontra a placa toponimica de homenagem a um dos escritores mais importantes da Cultura Portuguesa)

Rua Alda Nogueira

Maria Alda Barbosa Nogueira
(Alda Nogueira)
Natural de Lisboa, licenciada em Ciências Fisico-Quimicas era membro do Partido Comunista Português, desde 1942, tendo passado à clandestinidade em 1949. Presa em 1959, a sua libertação ocorre após 9 anos de prisão nas cadeias fascistas.
Foi membro do Comité Central do Partido de 1957 a 1988 e deputada à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República.
Após o 25 de Abril integrou a Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP e a Comissão junto do Comité Central para os problemas e as lutas das mulheres.
Mulher notável, grande lutadora comunista, consagrou muito da sua vida desde a juventude, a esses ideais e à causa da Emancipação da Mulher, à luta da classe operária e aos ideais da Liberdade, da Democracia e do Socialismo.
Em 1988, Alda Nogueira foi condecorada com a Ordem da Liberdade e recebeu, em 1987, a Distinção de Honra do Movimento Democrático de Mulheres.
Morreu em 5 de Março de 1998, as suas cinzas foram lançadas à terra, como era seu desejo expresso, a 8 de Março de 1998.

Rua Abel Salazar

Abel de Lima Salazar
(Abel Salazar)
Abel de Lima Salazar, pintor e professor universitário, nasceu em Guimarães em 1889 e morreu em 1946, viveu em S. Mamede de Infesta durante mais de 30 anos.
Em 1918, com apenas 30 anos de idade, Abel Salazar é nomeado Professor Catedrático de Histologia e Embriologia. Nesse ano funda e dirige o Instituto de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina do Porto, um modesto centro de estudos, onde apesar da falta de recursos financeiros, Abel Salazar consegue realizar uma série de notáveis trabalhos de investigação.
Notabilizou-se ainda como artista amador, além de ensaísta, historiador e crítico de arte.
No campo da ciência criou novos métodos de técnica histológica, que o irá tornar Universalmente conhecido.
Em 1935 começou a ser perseguido por razões de ordem política e foi afastado da sua cátedra. Apesar de expulso da Faculdade e das múltiplas dificuldades que lhe foram levantadas, continuou a publicar importantes trabalhos de índole científica

Praceta Stuart Carvalhais

José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais
(Stuart Carvalhais)
Nasceu em Vila Real, 7 de Março de 1887e faleceu em Lisboa, 2 de Março de 1961), mais conhecido por Stuart Carvalhais, foi um pintor, e autor de banda desenhada.
Stuart Carvalhais é considerado o pai da banda desenhada em Portugal. Frequentou o Real Instituto de Lisboa e, em 1906, o seu primeiro desenho, Cenas de Rua, é publicado no jornal O Século. Viaja para Paris em 1912, e colabora, como ilustrador, no jornal Gil Blas.
A sua primeira banda desenhada, Quim e Manecas, é publicada pela primeira vez em 1915, no suplemento humorístico do jornal O Século. Estas personagens dão origem ao primeiro filme cómico, com o mesmo nome, apresentado em 1916, onde Carvalhais interpreta o pai de Manecas. As histórias de Quim e Manecas serão publicadas até 1953.
Paralelamente, Carvalhais teve, também, um papel de destaque no teatro português, nomeadamente o de revista, onde trabalhou como cenógrafo e figurinista .
Em 1932, expõe, em nome individual, no Salão da Casa da Imprensa. Volta a expôr em 1935, desta vez na Exposição de Artes Plásticas da referida casa.
Ao longo da sua vida, Carvalhais publicará os seus trabalhos em diversos jornais, dos quais se destacam A Batalha, o Diário de Notícias, o Diário de Lisboa e o Diário Popular; e em revistas como a Sátira (publicação humorística), Repórter X, Ilustração Bertrand, Kino, Pica-Pau e Cara Alegre.
Em 1949, Stuart Carvalhais recebe o prémio Domingos Sequeira.

Praceta Souza-Cardoso

Amadeo de Souza-Cardoso, nasceu em Manhufe, freguesia de Mancelos, Amarante. Pintor português, precursor da arte moderna, prosseguiu os caminhos traçados pelos artistas de vanguarda da sua época.
Frequentou o curso de Arquitectura na Academia de Belas Artes de Lisboa em 1905 que interrompeu para partir para Paris, em 1906, instalando-se em Montparnasse, aqui toma contacto primeiro com o Impressionismo e depois com o Expressionismo e o Cubismo, a partir daqui dedica-se exclusivamente à pintura. As primeiras experiências deram-se no desenho, como caricaturista. Em Paris, frequentou ateliers preparatórios para Academia de Beaux-Arts e a Academia Viti do pintor catalão Anglada Camarasa. Em 1910, fez uma estadia de alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris. Em 1912 publica um álbum com vinte desenhos e, em seguida, copia o conto de Gustave Flaubert, "La Légende de Saint Julien l'Hospitalier", trabalhos que passa despercebidos aos apreciadores de arte.
Depois de participar com oito trabalhos numa exposição no Armory Show, Estados Unidos da América, em 1913, volta a Portugal, onde realiza duas exposições,uma no Porto e outra em Lisboa. Nesse ano participa ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 parte para Madrid onde é surpreendido pelo início da I Guerra Mundial. Regressa então a Portugal, onde inicia meteórica carreira. na experimentação de novas formas de expressão. Expõe em 1916 no Porto e depois em Lisboa, 114 obras com o título "Abstraccionismo", as quais provocam algum escândalo.
O Cubismo, em expansão por toda a Europa foram influências marcantes no seu cubismo analítico.
Amadeo de Souza-Cardoso explora o expressionismo e nos seus últimos trabalhos experimenta novas formas e técnicas, como as colagens e outras formas de expressão plástica.
Em 25 de Outubro de 1918, aos 31 anos de idade, morre prematuramente em Espinho, vítima da "pneumónica", doença que grassava em Portugal. (NOTA: Na placa toponimica existente, de homenagem ao pintor, o nome Sousa aparece com a letra "s" em vez de "z", e sem ifem não sei a quem se deve a alteração do nome do pintor, pelo que se chama a atenção de quem de direito)

Praceta Simões Almeida Junior



José Simões de Almeida Júnior,
(escultor)

Nasceu em Figueiró dos Vinhos, em 1844. Com apenas onze anos era aprendiz na Fundição do Arsenal da Marinha. Na Escola de Belas-Artes em Lisboa, foi discípulo de Assis Rodrigues e de Vitor Bastos, de Jouffroy em Paris e Monteverde em Roma. Na escola de Belas Artes em Paris ficou logo conhecido por ter ganho imensos prémios e medalhas. Ele regressou a Portugal e foi nomeado professor de desenho do Antigo e do Modelo Vivo e também de escultura da Escola de Belas-Artes, onde foi o principal orientador artístico de vários escultores.
Em 1874, na Exposição da Promotora, obteve um enorme êxito com uma escultura representando o rei D. Sebastião, que actualmente se encontra no Museu do Chiado. As suas principais obras são o “Cristo” do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, “Lisboa”, e “A Puberdade”, (que se publica) realizada em bronze para uma exposição em Paris, em 1878, encontra-se em exposição no jardim/átrio do Museu de Arte Contemporânea (Museu do Chiado). A versão em mármore, realizada em 1889, está na exposição - A Escultura Naturalista - do Museu de Évora.
Simões Almeida Junior, faleceu em 13 de Dezembro 1926.

Praceta Sá de Miranda



Francisco de Sá de Miranda
Sá de Miranda
Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, a 28 de Agosto de 1481Amares, 1558) filho do cónego Gonçalo Mendes de Sá e de D. Inês de Melo. Casou com Briolanja de Azevedo em 1552 e passa a viver no Minho, na quinta da mulher em Duas Igrejas, Freguesia do então Concelho de Penela, onde vive anos felizes dedicando-se à família, à escrita e ao cultivo da terra.
Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz. Frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis alcançando o grau de doutor em Direito, passando de aluno aplicado a professor considerado e frequentando a Corte até 1521. Data de então a sua amizade com Bernardim Ribeiro.
Para o Paço, compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV.
Tendo-lhe falecido o pai, parte para Itália. Graças a uma parente abastada, Vitória Colonna, marquesa de Pescara, pôde conviver com algumas personalidades do Renascimento italiano, apreciando muito a estética literária que todos os humanistas cultivavam com entusiasmo.
Regressou a Portugal em 1526, depois de um convívio com escritores e artistas italianos que iriam influenciá-lo grandemente. Fruto dessa viagem, trouxe para Portugal uma nova estética, introduzindo o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas.
Além de composições poéticas várias, escreveu a tragédia “Cleópatra”, as comédias “Estrangeiros” e “Vilhalpandos”, e algumas Cartas em verso, sendo uma delas dirigida ao rei D. João III, de quem era amigo.
Faleceu em Amares em 1558, na Quinta da Tapada para onde se retirara por não se ter adaptado à vida da Corte.
Sá de Miranda é o escritor do século XVI mais lido depois de Luís Vaz de Camões.
Como a caixa de comentários não comporta fotos, deixo aqui a situação geográfica da Praceta Sá de Miranda a fim de dar resposta ao comentário abaixo. (Clicar na imagem para abrir)
-------Mensagem original-------
De: Fátima Campos
Data: 09/09/08 02:46:22
Para:
sgse.01@sapo.pt
Assunto: [De A a Z quem é quem nas Ruas de Monte Abraão] Novo comentário em Praceta Sá de Miranda.
Fátima Campos deixou um novo comentário na sua mensagem "Praceta Sá de Miranda": Onde é a praceta Sá de Miranda? Não conheço em Monte Abraão.

Praceta Refugio da Criança















Praceta Mário Melo

Praceta Manuel Faria

Manuel Faria, nasceu no Carvalhal, São Miguel do Rio Torto (Abrantes) e faleceu no Barreiro. Filiado no Sporting Clube de Portugal, foi recordista nacional de todas as distâncias compreendidas entre os 1500 e os 10 000 metros, constituindo alguns dos seus «tempos» máximo ibéricos. Conquistou duas vezes o Grande Prémio de Barcelona e venceu a famosa São Silvestre, em São Paulo, nos anos de 1956 e 1957.
(Agradeço a Manuel Lopes as informações que enviou e que publico sobre o atleta Manuel Faria)

Praceta Leonor Afonso

Mais uma individualidade que desconheço brevemente irei saber quem foi, mas se até lá alguém souber e me quizer ajudar, agradeço.


Praceta José Malhoa


José Vital Branco Malhoa
(José Malhoa - Pintor)
Nasceu nas Caldas da Rainha em 28 de Abril de 1855. Pintor e professor português, conhecido como José Malhoa.
Com apenas 12 anos Malhoa entrou para a escola de Belas Artes, onde todos os anos, ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidade artística.
Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi um pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo de Leão.
Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha.
Faleceu em Figueiró dos Vinhos no dia 26 de Outubro de 1933.
Abaixo duas das suas obras-primas "O Fado" e "Os Bêbados"

segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Praceta do Abraão



Abraão nasceu na cidade de Ur, antiga Mesopotâmia, entre a Arábia e a Pérsia, aproximadamente 2.000 anos antes de Cristo. Foi o primeiro patriarca hebreu, que quer dizer, chefe de uma antiga família do povo hebreu.
Abraão significa: "Pai de uma multidão." Deus escolheu a Abraão e O tornou Seu Mensageiro, para instruir Seu povo e elevar seu nível de espiritualidade e de cultura.
Começou a ensinar Sua Revelação que Lhe veio de Deus e exortava as pessoas a abandonarem a supersticiosa crença de que os ídolos eram deuses e que deviam, isto sim, adorar ao Deus único e invisível.
Deus ordenou a Abraão que deixasse sua pátria e sua família para ir viver em outra terra e lhe prometeu grandes bençãos, para ele e para toda a sua descendência.
Abraão obedeceu ao mandato de Deus e saindo de Ur com sua esposa Sara e seu sobrinho Lot e partiram para a Terra Santa. Abraão tinha, então 75 anos de idade. "
Abraão foi casado três vezes e desses casamentos surgiram três linhas de Mensageiros de Deus: de Isaac, filho de Sara, descenderam Moisés e Jesus; de Ismael, filho de Agar, descenderam Maomé e o Báb; e de Cetura descendeu Bahá’u’lláh.
Não existe uma religião que leva o nome de Abraão, porém foi Ele quem trouxe a base da crença em um só Deus, sobre a qual o Judaísmo foi estabelecido mais tarde, por Moisés.

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Praceta Henrique Pousão



Henrique César de Araujo Pousão
(Henrique Pousão)
Natural de Vila Viçosa, 1859 -1894, faz-se pintor na Academia Portuense de Belas-Artes, onde é discípulo de Thadeo Furtado e João Correia.
Bolseiro do Estado, parte para Paris, em 1880, com Sousa Pinto . É discípulo de Cabanel e Yvon. Por razões de saúde, troca a França por Itália: em Nápoles, Capri e Anacapri, executa algumas das suas melhores pinturas, em Roma é sócio dos Círculo dos Artistas e frequenta sessões nocturnas de Modelo Vivo. Considerado um dos maiores da Pintura portuguesa da segunda metade do séc. XIX, Henrique Pousão morre aos 25 anos, desenvolvendo toda a sua produção artística em fase de formação. A sua pintura é marcada pelos lugares por que passa. Em França, revela já a originalidade que, mais tarde, marca a sua obra: um entendimento da luz e da cor, traduzido nas representações das margens do Sena, dos bosques sombrios dos arredores de Paris e em aspectos da aldeia de St. Sauves. Em Roma, embora adira ao gosto académico, afasta-se do registo mimético e narrativo do naturalismo: num numeroso conjunto de pequenas tábuas, pinta ruas, caminhos, pátios, casas, trechos de paisagens, expressa as formas em grandes massas de cor, em jogos de claro-escuro e de luz-sombra. Em algumas obras, as composições assumem formas sintetizadas - próximas de uma expressão abstracta -, caso de excepção na pintura portuguesa da época Henrique Pousão é o pintor da primeira geração naturalista mais representativa. Através da sua obra, é possível traçar o antes e o depois do naturalismo.

Praceta Gil Vicente


Gil Vicente
(14651536?) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. Sabe-se que casou com Branca Bezerra, e em segundas núpcias com Melícia Rodrigues, teve cinco filhos.
O seu primeiro trabalho conhecido, a peça em castelhano “Monólogo do Vaqueiro”, foi representada nos aposentos da rainha D. Maria, consorte de Dom Manuel, para celebrar o nascimento do príncipe (o futuro D. João III) sendo esta representação considerada como o marco de partida da história do teatro português.
Ocorreu isto na noite de 8 de Junho de 1502, com a presença, além do rei e da rainha, de Dona Leonor, viúva de D. João II e D. Beatriz, mãe do rei. Tornou-se, então, responsável pela organização dos eventos palacianos. Dona Leonor pediu ao dramaturgo a repetição da peça pelas matinas de Natal, mas o autor, considerando que a ocasião pedia outro tratamento, escreveu o “Auto Pastoril Castelhano”.
De facto, o “Auto de Visitação” tem elementos claramente inspirados na "adoração dos pastores", de acordo com os relatos do nascimento de Cristo. A encenação incluía um ofertório de prendas simples e rústicas, como queijos, ao futuro rei, ao qual se pressagiavam grandes feitos.
Se foi realmente ourives, terminou a sua obra-prima nesta arte - a Custódia de Belém - feita para o Mosteiro dos Jerónimos, em 1506, produzida com o primeiro ouro vindo de Moçambique.
Abaixo a capa da edição original do “Auto da Barca do Inferno " e a Custódia de Belém

Praceta Francisco Metrass


Francisco Augusto Metrass
(Francisco Metrass)
Filho de uma família abastada de origem alemã, que se dedicava ao comércio de importação, nasce em Lisboa, 7 de Fevereiro de 1825
Os seus primeiros estudos foram feitos na Academia das Belas Artes de Lisboa como aluno voluntário, para onde entrou em 1836, tendo como mestres Joaquim Rafael e António Manuel da Fonseca e como colegas Anunciação, Cristino e Manuel Maria Bordalo Pinheiro.
Estudou também em Roma a partir de 1844, com os pintores de origem alemã do Grupo dos Nazarenos Overbeck e Cornelius e tendo tido como companheiro de estudos outro artista português, Francisco Pereira Meneses
De volta a Portugal, deixou a pintura de retracto e começou a dedicar-se à pintura histórica. Como a sua obra não era muito apreciada, tendo mesmo vendido toda a sua obra a um corretor de leilões, foi para França, tendo regressado novamente em 1853 com a sua técnica mais aperfeiçoada (estudou Rubens, Rembrandt e Van Dick), sendo então a sua obra já admirada pelo grande público e pelo rei D. Fernando que lhe comprou o quadro “Camões e o Jau”.
Foi professor de pintura histórica em 1854, na Academia de Belas-Artes.
Metrass morreu com trinta e seis anos de idade, na ilha da Madeira, em 14 de Fevereiro de 1861, vítima de tuberculose. Em baixo a sua obra mais famosa "Só Deus"

Praceta Ferreira de Castro

José Maria Ferreira de Castro
(Ferreira de Castro)
Natural de Ossela, Oliveira de Azeméis, 24 de Maio de 1898, faleceu em Roge, Vale de Cambra, 29 de Junho de 1974.
Escritor português, que aos 12 anos de idade emigrou para o Brasil, onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916. Durante 4 anos viveu no seringal Paraíso, em pleno sertão amazónico, junto à margem do rio Madeira. Depois de partir do seringal Paraíso, viveu na maior miséria, tendo de recorrer a trabalhos como, colar cartazes, embarcadiço em navios do Amazonas, etc.
Mais tarde, em Portugal, foi redactor do jornal "O Século" e director do jornal "O Diabo".
Emigrante, homem do jornalismo, mas sobretudo ficcionista, é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna, percursora do neorealismo, de escrita caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica.
A exemplo da sua ainda grande actualidade pode referir-se a recente adaptação ao cinema, com muito sucesso, da obra "A Selva"

Casa Museu de Ferreira de Castro

Praceta Domingos Sequeira


Nasceu a 10 de Março de 1768. De origem modesta, foi educado na Casa Pia de Lisboa e teve bolsa régia para estudar em Roma (1788-1795), onde absorveu o neoclassicismo.
Nomeado pintor da corte (1802), pintou no Palácio da Ajuda e viveu intensamente as convulsões políticas da época — foi, sucessivamente, partidário do exército de invasão francês, da aliança inglesa, da Revolução Liberal e da Carta Constitucional, Exilado em França quando da contra-revolução absolutista acaba por se fixar em Roma, onde se dedicou à pintura religiosa, em visões de luminosidade romântica como se pode ver em (Vida de Cristo, 1828) ou ( Juízo Final, 1830).
Dedicou-se também à pintura histórica (Morte de Camões, 1824), quadro desaparecido no Brasil. Foi ainda exímio desenhador e decorador, como se pode comprovar na baixela neoclássica de cem peças oferecida a Wellington (1811-1816, Museu Victoria and Albert - Encarta 2000-BR). Morreu em Roma no ano de 1837, sem rever Portugal








Morte de Camões

Praceta das Boas Vontades





Praceta Columbano Bordalo Pinheiro



Irmão mais novo de Rafael Bordalo Pinheiro, nasceu em 21 de Novembro de 1857.
Triunfou como o mais extraordinário pintor português dos fins do séc. XIX encabeçando a geração que renovou as artes plásticas na perspectiva da corrente naturalista.
Aos 14 anos começou a frequentar o curso de desenho e de pintura histórica da Academia de Belas-Artes de Lisboa. Em 1881 obteve uma bolsa de estudo e parte para Paris, onde aprendeu com pintores como Manet, Degas, Coubert, Deschamps, entre outros. Um ano mais tarde surpreende o júri do "Salon" com o seu quadro "Soirée chez lui", actualmente exposto no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa sob o título "Concerto de Amadores".
Regressa triunfante a Portugal onde se veio juntar ao "Grupo do Leão". Columbano concorreu ao "Salon" de Paris (1890), à Exposição Universal de Berlim (1891) e à Universal de Paris (1900), onde obteve a medalha de ouro. Em contínua actividade artística conseguiu resultados maravilhosos no domínio da pintura de decoração.
São dele, entre outras obras, as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém e dos aposentos da rainha D. Amélia, no Palácio das Necessidades, os painéis da Sala dos Passos Perdidos da Assembleia da República e as figuras da cúpula da escadaria da Câmara Municipal de Lisboa e do tecto do Teatro Nacional Dª. Maria II.
Em 1903 ocupou o lugar de professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo lhe sido confiada a direcção, em 1911, do recém-criado Museu de Arte Contemporânea onde se manteve até ser atingido pela lei do limite de idade.
Dizem no entanto os seus biógrafos que era um homem triste. Morre a 6 de Novembro de 1929

Nas fotos abaixo o "Grupo do Leão" a que Columbano pertenceu e o busto da Republica portuguesa.

















Bibliografia: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Praceta Carlos Reis



Carlos António Rodrigues dos Reis, nasceu em Torres Novas, a 21 de Fevereiro de 1863.
Ainda longe da suspeita das tendências artísticas que, mais tarde, fariam dele um pintor notável, o pai iniciou-o na carreira comercial, colocando-o a praticar, na conhecida tabacaria Nunes, do Rossio, de que era proprietário um parente seu.
Foi o próprio patrão que, com inteligência e acerto, promoveu o ingresso de Carlos Reis na Escola de Belas Artes, convencendo — não sem dificuldade — o pai do futuro paisagista.
Dessa diligência resultou a matrícula de Carlos Reis naquele estabelecimento de ensino, no ano de 1881, tendo, ali, como professores: Alberto Nunes e Simões de Almeida, em desenho preparatório; Miguel Lupi, em modelo vivo, e Silva Porto na cadeira de pintura.
As invulgares qualidades reveladas por Carlos Reis na frequência da Escola chamaram a atenção de D. Carlos de Bragança, ao tempo ainda príncipe real, de maneira a tornar-se seu amigo e seu protector, estabelecendo-lhe uma pensão de cinco libras que lhe garantia a continuidade dos estudos, em risco de perder-se, por dificuldades materiais.
Faleceu em Coimbra em 21 de Agosto de 1940

Praceta Carlos Capítulo


Era início da madrugada. O automóvel conduzido por António Lucero Lopes, 43 anos, com Carlos Capítulo no "lugar do morto", circulava na estrada nacional 152 próxima de Barcelona a velocidade elevada. A dado momento, deixou a faixa de rodagem. Quando o carro assentou no alcatrão, corria sangue. Lopez e Capítulo jaziam mortos.... Ele era intempestivo, às vezes brusco, mas em cada homem do atletismo tinha um amigo. Todos o admiravam, sobretudo pelo seu modo de estar na vida e no atletismo. Capítulo passou ao lado de uma grande carreira. Era um superdotado.. Pela mão do treinador Raimundo Mendes, decidiu começar a construir uma grande carreira. Os Jogos Olímpicos eram o seu grande sonho. A boleia não deixou que se concretizasse...O Carlos era ambicioso. Ele tinha muito medo de morrer. E quando menos esperava a morte apanhou-o nas suas malhas. Iniciou-se no atletismo em 1976, com 14 anos. Logo demonstrou grandes potencialidades. O seu primeiro grande feito surgiu numa prova de marcha, disputada em Queluz: Capítulo estreou-se na especialidade, venceu sem contestação, o segundo classificado foi, José Pinto, finalista Olímpico nos 50 Km Marcha. Carlos Capítulo gostava mais de correr do que marchar. Por isso dedicou-se às corridas de alma e coração. De Colares passou para o Rio de Mouro. Como atleta popular coleccionou vitórias em barda. Deu nas vistas, ingressou no Benfica. Corria o ano de 1979. No Benfica esteve até 1983. Daí passou para o Académico da Régua. Em 1984 transferiu-se para o Silvino J.Silva. Em 1985 assinou pelo Sporting. 1985 foi o grande ano de Carlos Capítulo. Começou o ano de forma retumbante: venceu a São Silvestre da Amadora, deixando Carlos Lopes bem longe. Foi campeão europeu de Corta-mato pelo Sporting, atingiu na pista «records» pessoais de bom nível 13.43.6 nos 5000 metros e 28.54.58 nos 10000 m.
Capítulo era o rei das provas de Estrada. Venceu a Meia Maratona da Nazaré em 1984, venceu a corrida dos Sinos, Grande prémio do Natal, etc...no estrangeiro ganhou provas em Espanha, França,Inglterra. Na sua última competição além-fronteiras, no troféu Akiles, em Madrid, que Dionísio Castro venceu, alcançou o 4ª lugar...
Carlos Capítulo, o rei das provas de estrada, só não foi capaz de vencer a morte na estrada nacional 152, em Granollers. E o atletismo português ficou mais pobre...Mas há sinos que dobram pelo Carlos.

Praceta Bernardin Ribeiro


Bernardin Ribeiro,
Praticamente nada se sabe ao certo da sua vida. Presume-se que terá nascido na Vila de Torrão, por volta de 1482. Não se conseguiu ainda provar se este poeta Bernardim Ribeiro e um seu homónimo que frequentou, entre 1507 e 1511, a Universidade de Lisboa, e que em 1524 foi nomeado escrivão da câmara, fossem a mesma pessoa.
Escritor português renascentista a sua principal obra é a novela Saudades, mais conhecida porém como Menina e Moça (inicio da primeira frase da novela, que se tornou um tópico da literatura portuguesa: Menina e moça me levaram de casa de meus pais para muito longe...).
Teria frequentado a corte de Lisboa, colaborou no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, pertenceu à roda dos poetas palacianos juntamente com Sá de Miranda, Gil Vicente e outros.
Foi o introdutor do bucolismo em Portugal e o primeiro a escrever poemas em língua portuguesa.
Tão misterioso quanto o nascimento é a morte do escritor. Alguns autores datam-na como 1552. Porém, pela leitura da écloga Basto, de Sá de Miranda e escrita antes de 1544, verificamos que este autor se refere ao seu "bom Ribeiro amigo" como já falecido.

Praceta António Sérgio



António Sergio
António Sérgio, nasceu em Damão, (India Portuguesa) em 3 de Setembro de 1883, no seio de uma família da média nobreza liberal, com uma larga tradição na Marinha Portuguesa.
O próprio António Sérgio deixou escrito que passou a infância a ver navios, a desenhar navios, a viajar em navios e a brincar com barquinhos.
Depois de completar a formação no Colégio Militar e um ano na Escola Politécnica, ingressou na Escola Naval, cujo curso concluiu em 1904, fazendo carreira até ao posto de 2º tenente. Aparentemente, foi a revolução republicana de 1910 que motivou o seu pedido de licença ilimitada, concretizando a demissão definitiva em Junho de 1915.
Pensador dos mais marcantes do Portugal contemporâneo, deixou vasta obra que se estende da teoria do conhecimento, à filosofia política e à filosofia da educação, passando pela filosofia da história. Colaborou nas revistas “A Águia” e “Vida Portuguesa”. Membro do grupo da Renascença Portuguesa, fundou as revistas Pela Grei (1918) e Seara Nova (1921), pertenceu ao grupo que, em 1924, lançou a revista Lusitânia.
Foi ainda ministro da Instrução (1923) e fundador do Instituto Português de Oncologia. Exilou-se, por motivos políticos, após a revolução de 28 de Maio de 1926, tendo sido destituído do cargo que ocupava na Biblioteca Nacional.
Regressou, mais tarde, a Portugal, prosseguindo o seu trabalho de ensaísta e conferencista. Foi chefe de redacção da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
Sérgio foi preso em 1910, 1933, 1935, 1948 e 1958. E a propósito das últimas quatro vezes pensou (e depois escreveu) que foi na prisão que encontrou a verdadeira«união nacional» - de oposição à ditadura militar, primeiramente, e, depois, a Salazar, ao Estado Novo, ao fascismo.
Exerce influência decisiva na criação do Partido Socialista . Morre em Lisboa em 24 de Janeiro de 1969.
Tal como acontece noutras ruas e avenidas da Freguesia de Monte Abraão, também nesta praceta existem duas placas toponimicas, ambas sobre pelintos de tijoleira, e a poucos metros uma da outra (veja-se a foto acima) sendo que a verde é completamente diferente à maioria das placas em uso na Freguesia.

Praceta António Patricio



António Patrício
António Patricio, escritor e diplomata português, nasceu no Porto, na Rua dos Caldeireiros, a 7 de Março de 1878.
Frequentou a Escola Naval, acabando no entanto por se formar em Medicina, em 1908. Proclamada a República, foi cônsul na Corunha, em Cantão, Manaus, Bremen e outras cidades, vindo a falecer pouco depois de nomeado ministro de Portugal em Pequim, no dia4 de Junho de 1930, com 52 anos de idade.
Colaborador das revistas Águia e Atlântida, escreveu os livros de poemas Oceano (1905) e Poesias (1942, edição póstuma), tendo ainda sido editada a sua Poesia Completa (1980). Publicou um livro de contos, Serão Inquieto (1910). É também autor das peças de teatro O Fim (1909), Pedro, o Cru (1918), Dinis e Isabel (1919) e D. João e a Máscara (1924), o ponto alto da sua carreira, que toma como personagem principal o célebre D. Juan, e ainda dos contos de Serão Inquieto (1910). Deixou várias obras inéditas.


De que me rio eu

De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.

Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.

Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.

Praceta Antero de Quental




Antero Tarquínio de Quental
(Antero de Quental, Poeta)
Natural de Ponta Delgada, Açores, nasceu a 18 de Abril de 1842 , foi escritor, político e poeta. Em julho de 1855 iniciou os seus estudos em Coimbra e em 1858 matriculou-se na Faculdade de Direito. O primeiro ano decorreu de forma atribulada. Um excesso cometido durante a praxe aos caloiros custou a Antero de Quental oito dias de prisão. Era muito popular no meio académico. Concluiu o curso em julho de 1864.
Em 1865, foi um dos principais envolvidos na polêmica conhecida por “Questão Coimbrã”, em que humilhou António Feliciano de Castilho, seu antigo professor e renomado crítico literário que se tinha por cânone para os escritores nacionais.
Ao livro “Odes Modernas” de Antero, Castilho respondeu com críticas duras sobre o aventureirismo de um jovem tolo que escrevia de forma assaz estranha e de gosto muito duvidoso. Antero respondeu com o opúsculoBom Senso e Bom Gosto”, que definia a sua literatura por oposição à instituída o Ultra-Romantismo decadente, torpe, beato, estupidificante e moralmente degradado.
Antero opunha o Realismo, a exposição da vida tal como ela era, das chagas da sociedade, da pobreza, da exploração. estas preocupações sociais levaram-no a co-fundar o Partido Socialista Português: Antero defendia a poesia como Voz da Revolução, como forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.
A polémica só terminou com um duelo entre Antero de Quental e Ramalho Ortigão, que se saldou com ferimentos ligeiros.
Em 1890, devido à reacção nacional contra o ultimato inglês, de 11 de Janeiro, aceita presidir à Liga Patriótica do Norte, mas a existência da Liga é efémera. Quando regressou a Lisboa, em Maio de 1891, instalou-se em casa da irmã, Ana de Quental. Neste momento o seu estado de depressão era permanente. Acaba por suicidar-se dia 11 de Setembro de 1891, com um tiro na cabeça, disparado num banco de jardim.
Para Antero de Quental, os ideais da fraternidade e solidariedade não poderiam ser em vão. Foi dos primeiros a trazer o socialismo, o republicanismo e o marxismo para a discussão pública


O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão -- e nada mais!


A um poeta

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

Praceta Alves Redol

Praceta 25 de Janeiro





Confesso a minha ignorância sobre esta data e a placa toponimica também não ajuda. Podia ao menos ter o ano a que se refere uma data que tem honras de nome de rua.
Espero que no Regulamento Toponimico em curso esta seja obrigatório figurar uma nota sucinta sobre a efeméride assinalada e sobre a biografia das individualidades que prestam o seu nome às nossas ruas.

Praceta 11 de Março

Já nos referimos ao 11 de Março de 1975, quando da tentativa de golpe militar quando da postagem da Av. Joaquim Luis.


Praceta 1º de Maio

O 1º de Maio em Portugal. Só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) se voltou a comemorar espontaneamente o Primeiro de Maio, como o Dia do Trabalhador. Durante o Estado Novo este dia tinha a denominação de Dia do Trabalho e era organizado e controlado pelo Estado.
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de centenas de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns protestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar espontaneamente o Primeiro de Maio. Durante o Estado Novo este dia tinha a denominação de Dia do Trabalho e era organizado e controlado pelo Estado.

Praça da Paz




Espaço onde se situam a Estação Ferroviária de Monte Abraão e as paragens dos autocarros da Lisboa Transportes e Vimeca que por teimosia ou falta de conhecimento do local continuam a designar as paragens por "Estação Queluz/Massamá" levando muitos passageiros em erro, julgando estar em Massamá, quando na realidade estão em Monte Abraão, não obstante os esforços que sabemos terem sido empreendidos pela Junta de Freguesia de Monte Abraão junto daquela empresa.

Largo 25 de Abril





Sob o governo de Salazar o regime do Estado Novo, implantado em Portugal em 1926, foi sempre considerado uma ditadura, tanto pela oposição, como pelos observadores estrangeiros e até mesmo pelos próprios dirigentes do regime.
Possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança) e, no início, PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime.
Em 25 de Abril de 1974 o (MFA) Movimento das Forças Armadas derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português. Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade, vinha aí o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia
Este levantamento militar é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.
Esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução). Conta a lenda que um soldado pediu a uma florista um cigarro a senhora disse que não tinha cigarros mas tinha cravos e deu-lhe um cravo vermelho
Ele pôs o cravo na ponta da arma e depois ela deu a outro e a outro e assim ficou para a história desta revolução como a Revolução dos Cravos.



Estrada da Xetaria


Quem dirigindo-se de Monte Abraão para a vizinha Freguesia de Belas, pelo viaduto construindo por cima da CREL, a que se deu o nome de Estrada da Xetaria a qual tem inicio, no final da Av. Capitão António Gomes Rocha.
Não conheço a origem deste nome sabendo no entanto que na década de 70 do séc. passado existiria naqueles sitios uma quinta com aquele nome.

Beco Eugénio de Castro


Eugénio de Castro e Almeida
(Eugénio de Castro)
Poeta e professor universitário, natural de Coimbra, onde se formou em Letras. Iniciou a publicação de obras de poesia em 1884. Três anos mais tarde, colaborou no jornal O Dia e, em 1895, foi co-fundador, com Manuel da Silva Gaio, da revista internacional Arte, que reuniu textos de escritores portugueses estrangeiros da época.
Eugénio de Castro ficou conhecido como o introdutor do simbolismo em Portugal. Após uma estadia em França, publicou as obras Oaristos (1890) e Horas (1891), que pretendiam revolucionar, do ponto de vista formal, a poesia portuguesa, com introdução de inovações ao nível das imagens, da rima e do trabalho do verso em geral e exploração da musicalidade da língua, num esteticismo que visava contrapor-se à tradição romântica portuguesa.
Estas primeiras obras suscitaram uma acesa polémica, o que ajudou à difusão do simbolismo decadentista em Portugal, corrente apoiada e difundida pelo jornal Os Insubmissos (1889), fundado pelo escritor. A sua poesia evoluiu depois num sentido neoclassicizante, de que é exemplo Constança (1900)
Escreveu ainda, para além das já citadas, as obras Silva, (1894), Belkiss (1894), Tirésias e Sagramor (1895), Salomé e Outros Poemas (1896), O Rei Galaor (1897), Saudades do Ceú (1899), Poesias Escolhidas, 1889-1900 (1902), O Anel de Polícrates (1907), A Fonte de Sátiro (1908), O Cavaleiro das Mãos Irresistíveis (1916), Canções desta Vida Negra (1922), Cravos de Papel (1922), A Mantilha dos Medronhos (1923), Descendo a Encosta (1924) e Últimos Versos (1938).
Em 1987 foi publicada uma Antologia, organizada por Albano Martins. Eugénio de Castro foi, ainda, tradutor de obras de Goethe e da Arte de Ler, de Émile Faguet. Em baixo um página do poema «A Despedida», de Eugénio de Castro

Av. Soldado Joaquim Luis



Joaquim Carvalho Luis
(Soldado Joaquim Luis)
Na sequência da contra revolução desencadeada sob as ordens do general Spinola, a partir de Tancos, morre no dia 11 de Março de 1975, em defesa da Democracia, o Soldado, Joaquim Carvalho Luis: Quando a Unidade R.A.L.1 é atacada às 11,50h pelos revolucionários que na sua missão vêm a atingir as casernas dos soldados e os principais edifícios do aquartelamento, fazendo um morto e 14 feridos

Av. General Humberto Delgado


Humberto da Silva Delgado
(General Humberto Delgado)
Conhecido como “0 General Sem Medo” nasce em 1906 em Brogueira, Torres Novas.
Termina o Colégio Militar em 1922 e entra na Escola do Exército, onde consegue o primeiro lugar no final do curso de Artilharia em 1925. No posto de tenente frequenta o curso de piloto aviador e segue a carreira aeronáutica. Apoia o movimento de 28 de Maio, desempenha cargos na Legião Portuguesa e faz parte do Conselho Técnico da Mocidade Portuguesa.


Publica várias obras, entre outras, "Da Pulhice Do Homo Sapiens", "Aviação, Exército, Marinha, Legião", "Aeronáutica Portuguesa", "A marcha para as Índias". Em 1939 a peça de teatro "28 de Maio", radiodifundida pelo Rádio Club Português, é publicado sob a forma de livro nesse mesmo ano.
Aos 47 anos é o mais novo general das Forças Armadas Portuguesas. Um ano antes ocupara o lugar de Adido Militar em Washington.
Participou nas eleições presidenciais de 1958, contra o almirante Américo Tomás que era apoiado por Salazar. Reúne em torno da sua candidatura toda a oposição ao regime. Numa famosa entrevista realizada pelo jornalista Mário Neves em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, quando lhe foi perguntado que postura tomaria face ao primeiro-ministro (Presidente do Conselho dos Ministros, António de Oliveira Salazar), respondeu com a célebre frase "obviamente, demito-o"
O “general sem medo” foi assassinado pela PIDE nos arredores de Olivença em 1965. Os cadáveres são encontrados pouco depois junto de Vila Nueva del Fresno, próximo da fronteira portuguesa.
É promovido a título póstumo, já depois do 25 de Abril, ao posto de Marechal.

(Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Av. Doutor Francisco Sá Carneiro




Dr. Francisco Sá Carneiro, advogado de profissão, formado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime salazarista, para a Assembleia Nacional, convertendo-se em líder da Ala Liberal onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental.
Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala Liberal
Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto redesignado Partido Social-Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e José Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.
Nomeado Ministro sem pasta em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte no ano seguinte, e em 1976 eleito para a I Legislatura da Assembleia da República.
Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.
Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes.
A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo
Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro
Notas Biograficas retiradas da Wikipédia, a enciclopédia livre .

Av. Francisco Lancastre Garrett

Av do Miradouro
























domingo, 5 de Agosto de 2007

Av. da Liberdade








Na Av. da Liberdade situam-se os edificios da Junta de Freguesia (foto 3) e do Centro de Saúde (foto 4)

Av. Capitão António Gomes Rocha


António Gomes Rocha, natural de Silves. Oficial do Exército, da Arma de Infantaria, publicista e combatente da Primeira Grande Guerra Mundial, em França e em Moçambique. Era filho de Alfredo dos Reis Rocha. Frequentou, durante alguns anos, a Escola Industrial Marquês de Pombal, em Lisboa. Assentou praça como voluntário, em 27-06-1908. Foi promovido ao posto de Alferes, em 01-03-1919, ao de Tenente, em 01-03-1923 e ao de Capitão, em 31-03-1939, tendo passado ao quadro da reserva, em 04-11-1943, por ter sido atingido pelo limite de idade. Foi voluntário da Grande Guerra, na expedição de Moçambique e no CEP (Corpo Expedicionário Português), em França, tendo participado na Batalha de 09 de Abril de 1918, em La Lys. Serviu em diversas unidades da sua arma, na GNR, como subalterno, em Lisboa e na província, durante doze anos. Serviu, também, na Agência Militar e na 7ª Companhia de Reformados. De 1936 a 1939, esteve em comissão de serviço militar em Angola. Prestou serviço na Guarda Fiscal, desde o seu regresso de Angola até 1945. Dedicou grande parte da sua vida ao serviço da causa da instrução popular, quer nas unidades militares onde serviu, quer na vida civil. Sócio da Liga dos Combatentes da Grande Guerra desde a sua fundação, participou na direcção central da mesma e fundou as delegações de Ovar e de São João da Madeira, tendo nesta última localidade criado e mantido durante quinze meses um curso nocturno para combatentes, seus familares e amigos dos combatentes. Foi presidente da direcção do Centro Escolar Republicano de Belém (Lisboa), durante três anos consecutivos, e fundou a sua Caixa Escolar. Após o movimento do 28 de Maio, foi nomeado administrador do Concelho de Ovar. De 16-02-1950 a 27-12-1951, foi delegado da comissão central administrativa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, no internato “Casa dos Filhos dos Soldados”, no Porto. Da sua folha de serviços, além de diversos e importantes louvores, constam as seguintes condecorações: medalha de ouro de Comportamento Exemplar, medalhas comemorativas das Expedições a Moçambique e à França, no CEP, medalha da Vitória, cavaleiro da Ordem de Avis e a medalha de Mérito da Cruz Vermelha. Fez parte do directório do Sindicato da Pequena Imprensa, foi chefe de redacção do jornal África, defensor dos interesses coloniais, dirigiu, durante algum tempo, o semanário Comércio da Ajuda. Foi redactor, durante muitos anos, do jornal O Exército e deixou colaboração em grande número de jornais do continente e do ultramar. É autor de várias peças teatrais, do livro Lições de Vida, de pequenas narrativas históricas e morais, e de várias conferências.
(Os meus agradecimentos ao amigo "Manuel..." que me enviou estes dados sobre quem foi o Capitão Gomes da Rocha)

Av. D. António Correia de Sá


















António José Correia de Sá e Benevides Velasco da Camara (1900 - 1968) foi o décimo Visconde de Asseca.
Não tenho ainda dados que o confirmem mas terá sido Presidente da Câmara Municipal de Sintra.

Av. Agostinho Neto


António Agostinho Neto
(Agostinho Neto)
Viria a ser o fundador da nação Angolana, nasceu na aldeia de Kaxicane, banhada pelas águas caudalosas do rio Kuanza, na região de Catete, a 60 km de Luanda, corria o ano de 1922.Filho de Agostinho Pedro Neto e de sua mulher, Maria da Silva Neto. O menino viria a chamar-se António Agostinho Neto, nome que não tardaria a andar nas bocas do mundo.
Preso pela PIDE pela primeira vez em 1951 quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo. Em 9 de Fevereiro de 1955, passou dois anos e meio nos cárceres da polícia política portuguesa e depois na Cadeia do Aljube, no Porto, só sendo libertado em 12 de Junho de 1957.
Presidente Neto regressou à Luanda no dia 4 de Fevereiro de 1975, sendo alvo da mais grandiosa manifestação popular de que há memória em Angola. Dirige, pessoalmente, a partir desse momento toda a acção contra as múltiplas tentativas de impedir a independência de Angola, proclamando a Resistência Popular Generalizada.
A 11 de Novembro de 1975, após 14 anos de dura luta contra o colonialismo e o imperialismo, o Povo Angolano proclamou pela voz do Presidente Neto a independência Nacional, tendo sido nessa altura investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola.
Mas foi sobretudo na poesia que Agostinho Neto virá a encontrar a expressão mais adequada para dar voz à sua indignação perante a injustiça e transmitir a "sagrada esperança" na vitória dos fracos sobre os fortes, dos humilhados e ofendidos sobre os orgulhosos e arrogantes detentores do poder colonial e imperialista, não apenas em Portugal mas no mundo inteiro.
Já doente, Agostinho Neto percorre o Moxico, Bié, Cuando-Cubango, Malange e Uíge, como que a despedir-se do país a que se consagrou. De uma das vezes em que dirige à população, dirá mesmo não haver homens insubstituíveis. A 10 de Setembro de 1979, morre numa mesa de operações do principal hospital de Moscovo.
Obra Poética:
Quatro Poemas de Agostinho Neto, 1957, Póvoa do Varzim,
Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;
Sagrada Esperança, 1974, Lisboa, Sá da Costa
A Renúncia Impossível, 1982, Luanda, INALD (edição póstuma)

Av. Afonso Costa - 2745-232-Monte Abraão-Queluz


Afonso Augusto da Costa
(Afonso Costa)
Natural de Seia onde nasceu a 6 de Março de 1871, doutorou-se em Direito na Universidade de Coimbra.
Orador de fibra e homem de convicções, desde cedo se impôs na vida política. Em si fervia uma paixão desmesurada pelo republicanismo influenciado pelos ideais maçónicos e anti-clericais. O seu discurso na sessão inaugural do Parlamento em 1907, que impressionou os ouvintes pela sua qualidade e rigor, sugeria a substituição da Monarquia pela República: "...substituir sem demora as actuais instituições políticas por outras diversas, de feição republicana, graças às quais o governo da
nação pertence à própria nação e não a uma família, casta, grupo ou classe privilegiada e seus aderentes".
Afonso Costa não poderia ter entrado de melhor forma na cena política. Foi a partir do Verão de 1907 que o protagonismo de Afonso Costa e do Partido Republicano começaram a ganhar contornos que faziam prever a queda da monarquia. Uma das pessoas mais activas na instauração da República e no período seguinte. Foi várias vezes Primeiro Ministro e Ministro das Finanças. Ficou conhecido pelas suas posições radicais, em particular contra as Ordens Religiosas e a Igreja Católica, o que explica a sua alcunha: o "Mata Frades".
Corajoso e determinado, Afonso Costa criou as condições básicas para um Estado Laico, embora o seu espírito jacobino seja hoje visto como um dos factores que mais contribuíram para a instabilidade política que se viveu na I República.
Afastado pelo golpe de Sidónio Pais em 1917, Afonso Costa ficou para a História como um dos políticos mais radicais da I República que defenderam sempre o republicanismo genuíno e popular.
Morreu no exílio, em 1937, onde participou na resistência à ditadura salazarista.
(Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Quem é Quem nas Ruas de Monte Abraão

Uma das preocupações do homem foi sempre saber : “onde estou ?” Quer seja numa localidade, no alto de um monte ou, à beira de um rio.
Assim, cada um destes lugares tem o seu nome próprio, ou seja, o seu topónimo, tal como as suas coordenadas geográficas que expressam a sua posição no planeta alinhadas com o eixo de rotação da Terra.
Considerada a Toponímia como a ciência que estuda a origem e a evolução dos nomes dos lugares e espaços geográficos, encontramos nesta um forte contributo para o conhecimento da evolução histórica e cultural de uma região.
Assim acontece também com o nome das ruas de uma cidade, vila ou aldeia. Propomo-nos portanto estudar, fotografar e dar a conhecer a toponímia das ruas da nossa Freguesia e consequentemente quem são ou foram os Homens e Mulheres, que emprestam o seu nome às nossas ruas.
Para o efeito e porque o nosso saber não é tão vasto que nos permita fazer este trabalho sem ajuda, fomos consultando no decorrer do mesmo a “Wikipédia: Enciclopédia Livre” a "Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura" da Verbo, "Os Descobrimentos Portugueses" de Luis Albuquerque, e "História da Arte" do Circulo de Leitores, nomeadamente no que diz respeito às Biografias que publicamos.
Quanto às fotografias das ruas de Monte Abraão, muitas não estão com a qualidade que se desejaria, ou porque o enquadramento não é o melhor ou porque a luz não incide da forma mais propícia para o efeito, defeitos que reconhecemos e que demonstram bem o grau de amadorismo de que somos detentores.
Por outro lado e no que se refere às fotos das placas toponímicas, também de nossa autoria, acresce um outro problema, já que muitas se apresentam sujas, com os nomes pouco visíveis e outras completamente deterioradas e partidas ou, colocadas a uma altura tal, que não nos permite encontrar um bom enquadramento fotográfico.
Solicitámos à Junta de Freguesia de Monte Abraão, Junta de Freguesia de Queluz e Câmara Municipal de Sintra, permissão para fazer algumas pesquisas nos seus arquivos. A Junta de Freguesia de Monte Abraão, mostrou-se muito receptiva pelo que brevemente teremos oportunidade de efectuar a necessária consulta, na Junta de Freguesia de Queluz, de acordo com a informação que nos foi dada pelo Sr. Presidente não será possivel efectuar qualquer pesquisa já que todo o arquivo desta temática, ardeu quando do incêndio do edificio da Quinta do Mirante, que hoje alberga a Biblioteca Ruy Belo.
Da Câmara Municipal de Sintra, não optivemos qualquer resposta. Sabemos no entanto que foi publicado no Diário da Republica, 2ª série nº. 130 de 9 de Julho do corrente ano, o Projecto de Regulamento de Toponimia e de Numeração de Edificios, presentemente a decorrer o prazo de 30 dias para apreciação publica, de acordo com o artº. 118º. do Código do Procedimento Administrativo e para o qual apresentámos algumas sugestões.

As Ruas de Monte Abraão de A a Z

Monte Abraão, Freguesia do Concelho de Sintra, Distrito de Lisboa, integra com as Freguesias de Queluz e Massamá a Cidade de Queluz. As delimitações da Freguesia são: a sul, a linha do caminho de ferro; a norte, a freguesia de Belas; a nascente, o rio Jamor e a linha férrea; a poente, a CREL.
Armas - Escudo de ouro, monte de verde firmado e movente dos flancos, carregado com uma anta megalítica de prata; em chefe rosa heráldica de vermelho botoada do campo e folhada de verde; ondada de prata e azul de três tiras. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro : “ MONTE ABRAÃO “.